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domingo, 25 de janeiro de 2009

Cotochés encerra atividades e a marolinha de demissões


Mais grave do que as demissões em massa que têm sido anunciadas pelas grandes companhias são os cortes promovidos pelas empresas de menor porte, na opinião de Valdir Pietrobon, presidente da Fenacon (federação de empresas contábeis). "Ninguém está vendo a quantidade de pequenas empresas que estão sendo fechadas e as demissões que isso traz", afirma. Segundo Pietrobon, que também tem um escritório, cerca de 20% dos funcionários de seus clientes já foram demitidos. "Isso devia ser uma preocupação nacional. Se uma empresa tem dez funcionários e manda três embora, é muito sério, apesar de socialmente não parecer tanto." (1)

Cotochés encerra atividades
Um exemplo deste desastre social aconteceu em Rio Casca em Minas Gerais, onde a Perdigão demitiu 163 trabalhadores e o governo federal nada fez para impedir.
Eu digo o governo federal, pois o controle acionário da Perdigão, 55,38%, está nas mãos dos fundos de pensão que são controlados por companheiros do PT

Vejam a composição acionária da Perdigão, conforme a ANAPAR(2)

% participação dos principais acionistas

15,72% - PREVI - Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil
11,72% - PETROS - Fundação Petrobrás de Seguridade Social
6,43% - SISTEL -Fundação Telebrás de Seguridade Social -
4,59% - FAPES Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES -
4,15% - VALIA - Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade Social
3,55% - REAL GRANDEZA - Fundação de Previdência e Assistência Social
2,17% - LIBRIUM Fundo de Investimentos em Títulos e Valores Mobiliários
1,50% - PREVI-BANERJ Caixa de Previdência dos Funcionários do Sistema Banerj
0,11% - PSPP Perdigão Sociedade de Previdência Privada -
5,45% - Weg Participações e Serviços S.A.
55,38% - Total

A partir de agora as operações industriais ficarão concentradas na unidade de Sabará, onde serão fabricados leites fluidos, aromatizados e creme de leite.
A produção de queijos e requeijão será terceirizada, também em fábricas mineiras.
As instalações de Rio Casca devem funcionar apenas como posto de recepção e resfriamento da produção de leite da região. Com o fim das operações industriais da unidade, 163 funcionários de Rio Casca foram dispensados. Alguns colaboradores permanecerão para trabalhar na recepção e resfriamento do leite.
Uma verdadeira selvageria que se faz com a economia riocasquense.
Mais do que lamentar o ocorrido; num momento como este há que se empenhar, o poder executivo e a iniciativa privada para que outros investimentos venham fortalecer a economia de nossa cidade.
Imaginem o seguinte impacto :
Se 163 demitidos receberem um salário mínimo cada (nivelando por baixo), então serão aproximadamente R$65.000 mensais a menos em nossa cidade, sem contar arrecadação de impostos e etc.
É utópico acreditar que o acordo com os produtores rurais garante os recursos para o município pois esta é uma pequena parte beneficiada no âmbito da economia da cidade já que os demitidos não possuem mercado de trabalho oferecendo recolocação.
Se vai a Cotoches, esforço de todos se faz necessário para que não tenhamos um quadro caótico em nossa cidade.
Menos recursos significam menos dinheiro para todos, mais inadimplência, maior criminalidade a médio prazo; e a longo prazo uma evasão de comércios, investimentos e pessoas.
E todo o discurso que todos sempre fazem sobre a localização geográfica, a passagem da BR e etc ?
Não dá pra ficar sem perguntar quem é que ganha com isso.
Subsídios de impostos, doação de áreas para um parque industrial, subsídio de formação e capacitação de mão de obra são coisas obrigatórias de se pensar para que possamos reverter a situação e não nos tornarmos uma cidade abandonada.(3)

Créditos
(1) Da coluna Mercado Aberto da Folha de São Paulo de 25/01/2009
(2) Da revista da ANAPAR - http://www.anapar.com.br/noticias.php?id=378

(3) Do Rio Casca On Line de 05/01/2009 - http://riocascaonline.com.br/