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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Drauzio Varella: Internação compulsória é caminho a ser percorrido

Para o médico, medida pode não ser a ideal, mas politizar a questão torna a discussão inútil; segundo ele, ninguém tem receita exata para tratar dependentes de crack

Revoltado. É assim que o médico e colunista da Folha Drauzio Varella, 69, diz se sentir com a polêmica envolvendo a internação compulsória de dependentes de crack, adotada há uma semana pelo governo Alckmin.

Cancerologista de formação e com profundo conhecimento em dependência química, Varella considera a discussão "ridícula".
"Que dignidade tem uma pessoa jogada na sarjeta? Pode ser que internação compulsória não seja a solução ideal, mas é um caminho que temos que percorrer. Se houver exagero, é questão de corrigir."
Ele defende que as grávidas da cracolândia também sejam internadas mesmo contra a vontade. "Eu, se tivesse uma filha grávida, jogada na sarjeta, nem que fosse com camisa de força tiraria ela de lá."
A seguir, trechos da entrevista concedida à Folha, na última quinta, em seu consultório no centro de São Paulo.
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Folha - Muito se discute sobre a ineficácia das internações compulsórias. Na opinião do sr., elas se justificam?
Drauzio Varella - Não conhecemos bem a eficácia ou a ineficácia porque as experiências com internações compulsórias são pequenas no mundo. Mesmo as de outros países não servem para nós. O Brasil tem uma realidade diferente.
Neste momento, temos uma quantidade inaceitável de usuários. E muitos chegando aos estágios finais. Estão nas ruas, nas sarjetas. O risco de morte é muito alto, e nós estamos permitindo isso.
Qual o tratamento ideal?
Depende da fase. Você tem usuários que usam dois ou três dias e param. Tem gente que usa um, dois dias, repete e nunca mais fica livre. E você tem os que chegam à fase final.
A gente convive com essa realidade, e quando o Estado resolve criar um mecanismo para tirar essas pessoas da rua de qualquer maneira começa uma discussão política absurda. Começam a falar que essa medida não respeita a dignidade humana. Que dignidade tem uma pessoa na sarjeta daquela maneira?
Está na hora de parar com essa discussão ridícula. Pode ser que internação compulsória não seja a solução ideal, mas é um caminho que temos que percorrer. Se houver exagero, é uma questão de corrigir. Vão haver erros, vão haver acertos. Temos que aprender nesse caminho porque ninguém tem a receita.
O debate está ideologizado?
Totalmente. É uma questão ideológica e não é hora para isso. Estamos numa epidemia, quanto mais tempo passa, mais gente morre.
Sempre faço uma pergunta nessas conversas: 'Se fosse sua filha naquela situação, você deixaria lá para não interferir no livre arbítrio dela?'
Eu, se tivesse uma filha grávida, jogada na sarjeta, nem que fosse com camisa de força tiraria ela de lá.
Quando vemos essa discussão nos jornais, parece que estamos discutindo o direito do filho dos outros de continuar usando droga até morrer. É uma argumentação frágil, jargões vazios, de 50 anos atrás. Eu fico revoltado com essa discussão inútil.
E o que fazer com as grávidas do crack?
São casos de internação compulsória, o sistema de saúde tem que ir atrás e internar mesmo que não queiram. O crack é mais forte do que o instinto materno. Elas não param porque estão dominadas pelo crack. Tem uma relação de uso e recompensa e acabou. Nada vale tanto quanto essa dependência.
Como prevenir a gravidez na cracolândia?
É a coisa mais fácil. Há anticoncepcionais injetáveis, dá a injeção e dura três meses.
Haveria mais polêmica...
A menina não engravida para experimentar os mistérios da maternidade, ela engravida porque na situação em que ela vive não há outra forma de se relacionar com os homens. Essa é a realidade.
Precisa levar para um lugar onde terá amparo, um pré-natal decente. Não podemos ficar nessa posição passiva.
Por que é tão difícil adotar uma estratégia efetiva de enfrentamento do crack?
Pela própria característica da dependência. É uma doença crônica. Você deixa de ser usuário de uma droga qualquer, mas não deixa de ser dependente. É a mesma história do fumante. Há 20 anos sem fumar, um dia fica nervoso, pega um cigarro e volta a fumar. Ou do alcoólatra.
Com o crack, é a mesma coisa, a dependência persiste para sempre. Você pega uma pessoa que fuma crack, interna, passa por psicólogo, reata laços com a família, passa um ano sem fumar. Aí, um belo dia, recomeça tudo. Você não pode dizer que o tratamento falhou. Ele ficou um ano livre. Isso não invalida que ele seja tratado novamente.
Fazendo uma analogia com a especialidade do sr., é como tratar um tumor avançado?
Exatamente. Eu pego uma paciente com câncer avançado, faço um tratamento agressivo com quimioterapia e ela passa seis meses com remissão da doença.
Acho ótimo. Pelo menos passou seis meses bem, com a família, tocando as coisas. Aí, quando sai da remissão [volta do tumor], a gente tenta outro esquema. A gente não se dá ao direito de não tratar um doente porque a doença vai voltar. Por que não se faz isso com usuário de drogas?
Isso acontece porque há muito preconceito com as dependências de uma forma geral?
Sim, temos muito preconceito. Nós usamos drogas também, uns fumam, outros bebem, só que temos controle. E temos o maior desprezo pelos que perdem o controle.
Qual o futuro do tratamento das dependências?
A medicina não sabe tratar dependência. Vejo na cadeia meninas desesperadas, me pedindo ajuda. Eu fico olhando com cara de idiota. Não tem o que fazer. Só posso dizer: fique longe da droga.
Não tem um remédio que você diga: você vai tomar um remédio bom em que 30% dos casos ficam livres da droga.
O problema é o prazer. Se você conseguir uma pequena molécula que inative os receptores dos neurônios que recebem a cocaína, o sujeito deixa de ter prazer. Há experiências com anticorpos para tentar desarmar essa ligação, mas estamos em fase inicial.
O sr. acredita que veremos o fim dessa epidemia do crack?
Droga é moda, e a moda do crack vai passar ou ficar restrita a pequenas populações.
Mas para isso acontecer não é preciso uma política nacional de enfrentamento do crack?
Acho que temos que ter uma política nacional para definir as grandes diretrizes. Mas não acho que vamos definir isso com políticas nacionais. Temos que particularizar. Cada cidade tem que criar estruturas locais de atendimento.
Nós perdemos muito tempo. Não fizemos campanha educacional, não trabalhamos as crianças. Agora todos ficam horrorizados. Temos que ter aulas nas escolas, aprender desde pequeno. Precisamos chegar antes da dependência.

Reportagem de Cláudia Collucci na Folha de São Paulo de 28/01/2013
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http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/90985-internacao-compulsoria-e-caminho-a-ser-percorrido.shtml

SANTA MARIA livrai-nos da propina e da corrupção!

Corrupção e propina provocam a morte de centenas de jovens em SANTA MARIA - RS

Uma boite sem saída de emergência, alvará vencido, sem bombeiros civis, sem ventilação nos banheiros, com enorme carga de incêndio e com superlotação funciona
va no centro da cidade Santa Maria no Rio Grande do Sul, sob a complacência das autoridades locais.
Das duas uma, ou são coniventes com as irregularidades, ou eram coniventes por receberem "algum" para se fingirem de cegos.
- Mas, sabem o que é pior?
- É saber que existem milhares, ou talvez milhões de boites KISSes ESPALHADAS PELO BRASIL.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DA ARTE DE CRIAR PROBLEMAS e faturar milhões de dólares para botar na cueca

Jânio de Freitas escreve e avisa: Da arte de criar problemas

Nada ligaria a tal poluição da paisagem às condições da barra de entrada na Guanabara; a mágica ligou-as 

Problemas exigem soluções. Soluções exigem gastos. Gastos de uns levam a ganhos de outros. Se imaginada uma possibilidade de ganho, trata-se então de criar meios para chegar a ele. E aí está a modalidade autenticamente brasileira do que chamam de Parceria Público-Privada. Ou, na intimidade dos negócios, o econômico PPP. Cujo som, se emitido com rapidez, pode parecer PCC, mas os acasos não têm maldade.

É tudo muito simples. De repente surge no jornal, como saído do nada, um projeto Y de concreto que parte da orla no centro do Rio e avança, imenso, mar adentro da baía de Guanabara. Uma ampliação do porto. O prefeito não perde tempo: "Esse porto encobriria o panorama, impediria a vista do mosteiro", o mosteiro de São Bento com seus quatro séculos.

Vista a partir de onde? Não é dito, mas só pode ser a partir de uma nesga da orla portuária. E logo, para confirmar a sentença do prefeito, surge uma montagem de "divulgação", autoria e procedência ocultas, com um fenomenal transatlântico em primeiro plano que encobriria o próprio mundo, se necessário.

Pronto. Não se discute a ampliação em si, não se discute a apropriação do mar pela Companhia Docas do Rio, que não tratou de comprar uma faixa de orla para aumentar o porto, nada se discute: tudo está deslocado e concentrado, como convém, na alegada intenção de localizar o Y em frente à revitalizada praça Mauá, no mar de que a companhia não é proprietária.

Você já percebeu que o ato seguinte, e imediato, foi de defesa da paisagem da cidade com a aceitação do Y pelo prefeito, desde que um tanto mais distante. E, contra as más línguas, em troca de dois armazéns da Docas, que a prefeitura poderia comprar ou desapropriar, se de fato necessários à remodelação em curso na área.

Ideias puxam ideias e ganhos atraem ganhos. Y, mar, navios, paisagem -essa combinação dá coisa. Também de repente, surge a notícia de que os navios à espera de entrada na baía poluem a paisagem vista das praias de Copacabana e Ipanema. Jamais se ouviu alguma coisa nesse sentido. Mas o prefeito, outra vez, não perde tempo: "Esses navios estacionados em frente a Ipanema estragam a paisagem noturna".

A paisagem noturna do mar é a escuridão. E não vá alguém pensar que o prefeito Eduardo Paes é um bruto, incapaz de perceber a beleza daquelas gotas de luz no negrume, às vezes formando colares de brilhos brancos e alaranjados, joias na noite densa. Maiores e mais brilhantes pela iluminação farta dos barcos, na tentativa de escapar aos assaltos comuns na fundeação em águas brasileiras.

E logo vieram outras fotos. Com teleobjetivas, que aproximam os planos e assim põem os navios como se bem próximos do continente. Estão, no entanto, a cinco, oito e mais quilômetros de distância das praias. É mais uma defesa contra assaltantes e é a zona marítima da falsa fila à espera de disponibilidade dentro da baía para fundear e atracar.

Nada ligaria a tal poluição da paisagem às condições da barra de entrada na Guanabara. Mas a mágica ligou-as na conclusão de que é necessária, para retirar os navios fundeados em alto-mar, enorme dragagem do portal da baía.

Nessa até o governo federal já entrou: o prefeito informa a promessa de R$ 200 milhões para a obra. Depois veremos, como é praxe, a quantas centenas de milhões ou a quantos bilhões vai o custo real.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/1218380-da-arte-de-criar-problemas.shtml

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

MUNDO LIVRE DA POBREZA, DA DESIGUALDADE, DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS


CARTA ABERTA À PRESIDENTE DILMA


MARTA SERRAT
É preciso conscientizar a todos de que abuso e exploração sexual infantil é crime contra a humanidade levando-se em conta o sofrimento daqueles que privados da sua dignidade
CARTA ABERTA À EXMA. SRA. DILMA ROUSSEFF
DD. PRESIDENTE DO BRASIL.

À Exma. Sra. Dilma Rouseff
DD Presidente da Republica do Brasil
Ao Exmo. Deputado Aldo Rebello
DD Ministro do Esporte
Ao Ilmo. Sr. Jerome Valcke
DD. Secretario Gerald a FIFA.
Ao Ilmo. Sr. Ronaldo Nazario
DD. Rep. Comitê Organizador Local da Copa do Mundo FIFA 2014.
Para todos os Deputados e Senadores do Congresso Nacional Brasileiro.
Excelentíssima Sra. Presidenta Dilma Roussef,  autoridades e organizadores da Copa do Mundo FIFA2014.
Considerando que todo país sediador de Copa do Mundo tem por princípio escolher um tema social para representá-lo perante os milhões de espectadores e milhares de jornalistas da mídia nacional e mundial durante o evento;
Considerando que no dia 07 de novembro de 2011 chegou ao meu conhecimento a pauta da audiência pública realizada na Câmara Federal, onde os deputados federais, membros da Comissão das Copas do Mundo e das Confederações, o Ilmo. Presidente do COL e CBF, Sr. Ricardo Teixeira e o Ilmo.  Secretario Geral da FIFA, Sr. Jerome Valcker, discutiram itens referentes ao Projeto de Lei 2.330/2011 e onde foi submetido o tema social sugerido pelo Deputado Wilson Filho ,“POR UM MUNDO SEM ARMAS, SEM DROGAS”;
Considerando que os problemas sociais no Brasil abrangem temas relevantes como a pobreza, a desigualdade, o analfabetismo, a violência incluindo os abusos e exploração de natureza sexual de crianças, a exploração do trabalho infantil, a gravidez na adolescência e a educação precária entre tantos outros;
E, inconformada, tomada pela absoluta sensação de exclusão do debate para a escolha do tema social da Copa, protocolei, na qualidade de cidadã brasileira, contribuinte, eleitora, autora e coordenadora do Projeto Vida de Criança o requerimento de n° 144746/PL 2.330/2011, datado de 07/11/2011, no qual solicito o apoio dos parlamentares, membros da Comissão supracitada para que, regimentalmente, um ou qualquer um deles apresentem o tema social sugerido por mim “O MUNDO LIVRE DA POBREZA, DA DESIGUALDADE, DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS” pois, até então, o tema do desarmamento era único e sem concorrentes e, agora, que o texto da Lei Geral da Copa foi aprovado e que o tema da Violência, Abuso e Exploração Sexual Infantil não foi inserido e que a mídia não para de mostrar milhares de casos terrificantes; 
Saibam Vossas Excelências, que não estou mais só nesta empreitada pois participei e frequento, constantemente, de eventos organizados pelo próprio governo federal para promover mais justiça, igualdade social, racial, religiosa, econômica, de acessibilidade, de gênero e direitos da criança e do adolescente e, no desespero de constatar que tema tão relevante ficou excluído como tema social para a Copa coletei milhares de assinaturas em favor da inclusão do “nosso”tema. Além disso, tenho feito da minha história um caminho de mobilização e conscientização popular ferramenta de luta à violência contra menores pois me envolvi no enfrentamento ao abuso e exploração sexual de menores, em 1998, quando o caso do meu filho gerou a criação da primeira coordenadoria de investigação de crimes eletrônicos cometidos contra crianças, no Brasil. Para quem não conhece esta historia sugiro acessar o blog do Projeto Vida de Criança para entende-la  (http://projetovidadecrianca.blogspot.com) (http://brasileirissima.blogspot.com). 
Por estes motivos, por razões cívicas e por um sentimento democrático estou lutando para fazer entender a muitos compatriotas e autoridades que este assunto não pode ser decidido apenas no ambito do legislativo e apenas entre organizadores. Nosso suor e nossos impostos estão incluidos em despesas bilionárias para esta Copa do Mundo FIFA 2014 e para campanhas contra o desarmamento o que contraria 64% dos contribuintes que venceram o plebiscito de 2005.
Nossa opinião deve ser levada em consideração e o tema do desarmamento para representar o “nosso” país durante o evento mais popular do planeta nada  acrescenta  às reais necessidades prioritárias do Brasil que tanto esforço está fazendo para sair do profundo descaso social e desagrada a maioria da população.
Os subsídios para justificar a “nossa” sugestão, “O MUNDO LIVRE DA POBREZA, DA DESIGUALDADE, DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS, foram extraídos, diretamente, do site da Presidência da Republica, dos sites de diversos Ministérios do Governo Federal, sites de Ongs e de forma urgente impressos e anexados ao requerimento n° 144746/pl 2.330/2011, protocolado na Comissão das Copas e das Confederações da Camara Federal no dia 07/11/2011. 
Redução da pobreza:Programas ações e projetos tais como Fome Zero,BolsaFamilia, Minha casa, Minha vida, Luz para Todos, micro-crédito para agro negocio familiar, primeiro emprego e outros.
Redução da desigualdade: Estatuto do Negro, Cotas Raciais, criação de Secretarias de Políticas Públicas para a defesa dos direitos de varios seguimentos alvos da violência fisica e moral, discriminação, tratamento diferenciado, tais como aqueles dedicados aos Negros, Indios, Ciganos, Homossexuais, Lesbicas, Bisexuais, Transsexuais, grupos religiosos, deficientes físicos e mentais.
Redução da violência contra a criança: criação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica, estatuto da criança e do adolescente, criação do n° 100 para denuncias, CPI da Pedofilia, programas, projetos e ações de varios ministerios e Ongs contra o trabalho escravo, abuso e violação dos direitos de menores.
No dia 19/01/2012, apresentamos à algumas de V. Excias, material literário enviado pela SECOM (Secretaria de Comunicação da Presidência da Republica) que nos fez acreditar, mais intensamente, ser o desarmamento um tema inadequado para representar o Brasil em virtude do incomensurável trabalho desprendido no sentido de reduzir a pobreza, a desigualdade e a violência contra o menor.
Discordamos daqueles que defendem o tema “POR UM MUNDO SEM ARMAS, SEM DROGAS” primeiro por entender que, interpretativamente, a expressão “POR UM MUNDO” parece se referir um lugar utópico, distante, de sonhos, que não conhecemos e que será muito difícil alcança-lo pois, o único mundo real para nós é onde vivemos e nêle, especialmente no Brasil, nós  consideramos o tema sugerido pelo Deputado Wilson Filho contraditório e desprovido de unanimidade nacional haja vista o resultado do plebiscito de 2005 onde 64% da população brasileira se pronunciou, através do voto, contrária ao desarmamento e, portanto, contra ele pesa a rejeição de mais da metade da população.
Com relação a “POR UM MUNDO SEM DROGAS” observamos um contra-senso, uma discrepância, um verdadeiro paradoxo em virtude do principal patrocinador da Copa do Mundo FIFA 2014 ser um fabricante de bebida alcoólica que, como todo comerciante, pretende vender seu produto nos estádios contrariando nossa lei do torcedor, favorecendo a possibilidade de muitos se embriagarem e consequentemente podendo causar além de acidentes, cenas de violência nas ruas, no próprio estádio, no trabalho e nos lares. Vale ressaltar que o álcool é considerado uma das piores drogas depressoras do sistema nervoso central tendo a OMS (Organização Mundial da Saúde) apresentado, em 2004, no Brasil, relatório onde enfatiza a grande preocupação com o consumo de álcool no país. Naquele documento a OMS afirma que não tem como exigir, mas sugere ao Governo Federal que um primeiro caminho seria controlar a publicidade sobre bebidas alcoólicas. Afirma, ainda, no relatório que "uma parte considerável da carga mundial de doenças e incapacidade pode ser atribuída ao consumo de substâncias psicoativas".
Questionamos, mais uma vez,  o fato de, nesse momento, da maioria dos brasileiros não ser consultada nem ter conhecimento do processo de escolha da mensagem social que nos representará perante o mundo. Cada segmento tem o direito de sugerir temas os mais variados desde que seja submetido com transparência à sociedade.
 Votei contra o desarmamento, assim como grande maioria do povo brasileiro, por varias razões destacadas a seguir: 
01- Não é o instrumento que mata mas o instinto animal do ser humano. Podemos reduzi-lo através de educação preventiva e, em certos casos, até com religião – a fé torna, sem duvida, o homem mais humano.
02- O número de acidentes com armas de fogo é menor diante do numero de mortes provocadas por armas que entram criminosamente através das fronteiras e são vendidas por alguns contrabandistas , às vezes, infiltrados  nas instituições de segurança chegando às mãos de bandidos e de policiais mal intencionados.
03- As estatísticas das mortes provocadas por armas brancas e ações letais não são divulgadas. Um ser humano pode matar o outro com armas brancas e ações letais como faca, facão, foice, enxada, lamina, vidro, estilete, enforcamento, punhal, martelo, marreta, machado, sôco, paulada, pedrada, veneno, afogamento, asfixia, gás, seringas, overdose de substancias variadas, carro ou até mesmo fogo como já aconteceu com um índio dormindo em ponto de ônibus em Brasília e casos de pessoas empurradas do alto de edificios, penhascos e abismos e até com espetinho de churrasco como aconteceu em um carnaval da Bahia.
04- A arma de ação mais letal que existe é a CANETA pois a caneta que assina pelo desarmamento também pode ser a mesma que assinará as autorizações para a importação e ou implantação de fábrica de armas, de artefatos, de material ou equipamento bélico ou a  mesma caneta pode assinar, ainda, Tratados de Guerras entre Nações, penas de morte, e proliferação de armas nucleares. Em contrapartida, a CANETA QUE DEIXA DE ASSINAR TAMBÉM PODE MATAR E CAUSAR MUITOS DANOS E LESÕES CORPORAIS. BASTA UMA VISITA AOS HOSPITAIS PUBLICOS, PENITENCIARIAS, AOS BOLSÕES DE MISÉRIA PELO MUNDO AFORA E A OBSERVAÇAO DA FALTA DE INSTRUMENTOS QUE PROMOVAM A EDUCAÇAO PRODUZINDO OPORTUNIDADES PARA O MENOR.
05- Segundo um  relatório do UNODOC das Nações Unidas revela que não há como estabelecer cientificamente uma relação entre a quantidade de armas em circulação e as taxas de homicídios, sendo possível, inclusive, que esta correlação se opere de forma inversamente proporcional. Este estudo vem sendo considerado por especialistas em segurança pública um importante marco para a desmistificação da tese de incremento da violência em face do acesso às armas de fogo. É a primeira vez que um documento oficial das Nações Unidas reconhece inexistir comprovação cientifica de que a redução na quantidade de armas em circulação possa reduzir a criminalidade, fato que, até então, vinha, equivocadamete, sendo tomado como verdade absoluta.
Sendo o desarmamento um tema polêmico, contraditório e paradoxal, já rejeitado por 64% da população nacional, solicitamos o apoio aos Deputados Membros da Comissão Especial das Copas do Mundo e das Confederações, dos Exmos paralmentares membros das Comissões que estão analisando o texto da Lei Geral a Copa nesse momento e de Vossas Excelencias para o tema: “O MUNDO LIVRE DA POBREZA, DA DESIGUALDADE, DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS” porque não estamos mais sós. Trazemos o apoio de ONGs, da UNB de Brasília e estamos coletando milhares de assinaturas via internet, congressos e conferencias de segmentos atingidos pela desigualdade (Conferencia Nacional das Mulheres, Congresso Nacional da Consciência Negra com inclusão de Afro-transcendentes, Salão Nacional da Acessibilidade, Conferencia LGBT e movimentos contra o abuso e exploração sexual infantil).
Pelo exposto, e na melhor forma, solicitamos, mais uma vez,  que seja considerada nossa sugestão para o tema social da Copa, “O MUNDO LIVRE DA POBREZA, DA DESIGUALDADE, DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS”, sobretudo o item VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS e estendido à apreciação da população a escolha de todas as propostas em um tratamento digno e próprio de uma democracia e que inclua-se ao tema social a conscientização de que abuso e exploração sexual infantil é crime contra a humanidade levando-se em conta o sofrimento daqueles que privados da sua dignidade, de sua privacidade foram e continuam sendo expostos ao vexame do abuso sem coragem de denunciar seus agozes. Pensem que o advento da internet tornou esse crime uma industria bilionária onde pedofilos e quadrilhas de predadores exploram imagens pornográficas de crianças e aliciam menores para trafico de órgãos, prostituição, rituais de magia negra, adoções criminosas e para isso usam até cartões de credito. Portanto é urgente e importante uma reflexão sobre esta silenciosa calamidade histórica que marcou a vida de muitos seres humanos das gerações passadas e as digitais de pessoas tão nocivas poderão continuar tatuando o corpo e alma de vitimas das gerações futuras.
Nós, que votamos contra o desarmamento e vencemos, por 64%, o plebiscito realizado no ano de 2005, não aceitamos que o governo gaste e dispenda dos nossos impostos verbas para as  campanhas publicitarias contra o desarmamento, nem antes, nem durante e nem depois da Copa. Não é democrático e talvez até inconstitucional já que somos maioria a não querer o desarmamento. Não podemos perder a oportunidade de conscientizarmos milhões de pessoas sobre o que foi descrito.
Apelo ao Congresso Nacional, à CPI da Pedofilia e Turismo Sexual Infantil, recentemente instaurada para apurar inúmeros crimes contra crianças, e, para acentuar nossa preocupação, citamos os casos mostrados na mídia esta semana onde um estrangeiro diplomata estava abusando de meninas menores de idade, do pai espancando seu filho e do julgamento de uma Jurista, Ministra do STJ, que julgou inocente um homem que estuprou 3 meninas menores com a justificativa de serem prostitutas.

“…PELO AMOR DE DEUS! VAMOS CUIDAR DAS NOSSAS CRIANÇAS!”
Foi o que disse um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos ao completar o seu milésimo gol, Edson Arantes do Nascimento, Pelé. Mas mesmo o rei Pelé falhou no que diz respeito às crianças pois, sua filha, Sandra Regina Machado, morreu tentando ser reconhecida como filha biológica e, judicialmente, provou ser filha legítima. Todavia, o grande Rei, nunca, jamais aceitou esta realidade até o final do processo de reconhecimento de paternidade. Sandra Regina, ganhou a causa mas não ganhou o afeto e o reconhecimento do pai e morreu de cancer aos 42 anos, em 17 de outubro de 2006 e seu pai não compareceu ao funeral.
Respeitosamente.
Marta Serrat
Cidadã, Contribuinte, Eleitora, Autora e Coordenadora do Projeto Vida de Criança

TEMA DA COPA 2014

MUNDO LIVRE DA POBREZA, DA DESIGUALDADE, DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS

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