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sábado, 21 de novembro de 2015

Defim Netto escreve: O IMPOSSÍVEL

No País das Maravilhas ao qual Alice foi levada no seu sonho, é normal acreditar em coisas impossíveis. Diante do seu ceticismo, a Rainha ensinou-lhe que era, apenas, uma questão de prática. No Brasil das Maravilhas, também!

Basta ter alguma prática e alguma coragem para saber que nada é mais natural do que o efeito anteceder à sua causa, como afirmam eminentes líderes partidários.

É evidente que só um miserável neoliberal defensor da direita troglodita pode recusar-se a aceitar o fato "descoberto" pela esquerda infantil: foi Joaquim Levy, o famoso "mão de tesoura", quem produziu, em dezembro de 2014, com sua política de ajuste (nunca atendida!) a recessão econômica que se iniciara em abril de 2014. Ela reduziu a zero o crescimento daquele ano.

Continuou a aprofundar-se e vai reduzi-lo em 3% em 2015 e já ameaça mais uma redução de 2% em 2016.

A situação fiscal é difícil. Mais grave, entretanto, é a perspectiva de que ela pode piorar se a presidente não recuperar o seu protagonismo e coordenar a precária maioria de que ainda dispõe no Legislativo para:

1º) Aprovar as mudanças constitucionais e medidas infraconstitucionais que eliminem o deficit fiscal estrutural embutido na Constituição de 1988. Nos últimos 30 anos, ele tem sido piorado pela concessão de privilégios corporativos a grupos próximos do poder.

É preciso reconhecer que estão longe de aumentar a igualdade de oportunidades ou mitigar as necessidades dos menos favorecidos com programas bem focados e condicionalidades adequadas, para ajudá-los a conquistar, com seu esforço, a cidadania.

São, portanto, potencialmente injustos. Todos os programas, mesmo os mais bem sucedidos (como o Bolsa Família) precisam ser permanentemente avaliados pela comparação de seus custos com seus benefícios e permanentemente escrutinizados para a eliminação do "parasitismo", a doença mortal que consome todo programa permanente.

2º) Cria as condições de credibilidade sobre a política fiscal que garanta a estabilização (e posteriormente a regressão) da relação dívida bruta/PIB, condição necessária para dar maior poder à política monetária e reduzir a "expectativa de inflação" e a taxa de juros.

3º) Construir um ambiente de negócio mais amigável para o setor privado e um sistema de concessões das obras de infraestrutura que restabeleça esperança da volta do desenvolvimento, o que ressuscitará o investimento que o produz.

Sem a perspectiva de que vamos crescer, nada acontecerá, nem mesmo o equilíbrio fiscal...
DaFolha de São Paulo de 21/11/2015
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antoniodelfim/2015/11/1707677-o-impossivel.shtml

Médicos desaconselham a engravidar agora para evitar microcefalia

Com a forte suspeita de que o zika vírus está associado à epidemia de microcefalia no Nordeste, médicos estão recomendando que as mulheres evitem a gravidez.
Para o infectologista Artur Timerman, presidente da recém-criada Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, as mulheres devem prevenir a gravidez por ora, mesmo aquelas que vivem em regiões sem surtos de zika.

"Ainda não sabemos a real dimensão do problema. Ninguém está sendo testado para zika como rotina. Então, não dá para garantir que as mulheres que vivem em São Paulo, por exemplo, estejam em segurança", afirma.
Ele diz ter aconselhado a sua filha, que mora no Rio de Janeiro [onde não há surto de zika], a esperar mais um pouco para engravidar. "E olha que eu estou louco para ser avô de novo", brinca.

O ginecologista Thomas Gollop, especialista em medicina fetal, compartilha a mesma opinião. "O bom senso recomenda prevenir a gravidez. Todo cuidado é pouco. Do contrário, colocaremos gestantes e fetos em risco", diz.

Para Cesar Fernandes, presidente eleito da Febrasgo (federação dos ginecologistas e obstetras), as mulheres que vivem nas regiões endêmicas para zika devem adotar "uma anticoncepção efetiva".

Já as que estão em outras regiões devem avaliar o risco junto com os seus médicos. "O princípio da precaução deve ser adotado. Na dúvida, é melhor ser cauteloso e proteger a paciente."

Cesar Fernandes lembra que muitas mulheres estão no limite da vida reprodutiva (acima dos 35 anos) e podem não querer esperar mais tempo para engravidar.

Nesses casos, o ginecologista Artur Dzik, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina Reprodutiva, diz estar aconselhando as pacientes a usar repelente e a evitar viagens às regiões endêmicas. "Até o momento, não há uma recomendação oficial para se evitar a gravidez."

A advogada Karin Lúcia, 36, que está grávida de 12 semanas após cinco anos fazendo tratamento para engravidar, afirma ter ligado "desesperada" para o seu médico temendo ser infectada pelo zika vírus durante a gestação. "Ele me tranquilizou, aconselhou a usar repelente, mas mandou eu ficar atenta a qualquer sintoma."

Da Folha Cotidiano de 19/11/2015


http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/11/1708319-apos-surto-de-microcefalia-medicos-desaconselham-a-engravidar-agora.shtml

domingo, 15 de novembro de 2015

Do Whatsapp ao relatório: aprenda a escrever bem no trabalho

Para as empresas, mensagens bem escritas facilitam os negócios, orientam decisões, reduzem custos, constroem a imagem de eficiência e eliminam mal-entendidos. Para o profissional, é fator decisivo para impulsionar a carreira, moldar a imagem profissional e um ótimo diferencial.

Num mundo em que a comunicação vive um momento de turbilhão, nem sempre é simples adaptar o texto para mídias diferentes. Um e-mail não deve ser escrito da mesma forma que uma mensagem instantânea no Whatsapp, por exemplo. Mas como acertar a mão com tantos caminhos possíveis? É o que a jornalista Arlete Salvador esclarece no livro "Para Escrever Bem no Trabalho".


Além de ensinar técnicas para escrever melhor e dar dicas de como agir no ambiente corporativo, ela mostra como redigir vai além do aprendizado da gramática e do conhecimento tecnológico.
Abaixo, confira algumas dicas para ganhar aquele tão merecido destaque no ambiente de trabalho.
1. É melhor telefonar quando o assunto for rápido, mas exigir troca de informações. Para acertar a data de um compromisso profissional, por exemplo, basta ligar para o colega. Quando precisar de uma resposta imediata, é melhor ligar, pois e-mails e mensagens podem ser ignorados ou esquecidos na caixa de entrada.
2. Ao enviar documentos para alguém, escreva sempre uma breve apresentação. Quatro parágrafos bastam para escrever uma carta de apresentação correta e capaz de despertar o interesse do leitor. Para começar, contextualize o texto, informando o assunto principal da sua correspondência. Depois, explique por que você está escrevendo ao leitor. No terceiro parágrafo, ofereça mais informações e acrescente detalhes. Por fim, reforce a oferta do segundo parágrafo.
3. Para cobrar alguma dívida ou compromisso é necessário ter certo jeitinho, afinal, ninguém gosta de posar de vilão. O segredo da cobrança está em "lembrar" o devedor. No caso de um pagamento, mande um e-mail dizendo que os controles financeiros não registram o pagamento e solicite a cópia do comprovante para atualização do sistema.
4. Essa é fácil, mas muita gente esquece: na internet, letras maiúsculas parecem gritos escritos. Por isso, é melhor evitar a caixa alta. Prefira o uso tradicional de maiúsculas e minúsculas para marcar o início de parágrafos e nomes próprios. O texto fica mais elegante e facilita a leitura.
5. Pense duas vezes antes de encaminhar um e-mail para outras pessoas. É de bom tom verificar se o autor original concorda com a divulgação. Pense: como a sua decisão de distribuir um e-mail irá afetar o colega que o escreveu?
6. Apague spams e e-mails promocionais sem piedade. Uma caixa de entrada limpa garante um trabalho mais organizado.
7. É melhor utilizar mensagens instantâneas para tratar de assuntos corriqueiros do escritório, especialmente se você conhecer bem o interlocutor.
8. Ao responder um e-mail de cobrança, evite utilizar respostas vagas do tipo "estamos providenciando", "estamos acompanhando". Desse jeito, fica evidente que você não tem respostas a dar. Uma saída interessante é apresentar fatos e soluções, sem enrolação, antecipando-se às dúvidas do autor.
9. Ninguém gosta de receber um e-mail desagradável, mas pior ainda é responder com a cabeça quente e se arrepender depois. De cabeça fria, você vai perceber que não vale a pena responder na mesma moeda.
10. Tome cuidado com a grafia de nomes. Alessandra é com x ou ss? É Arthur ou Artur? Edson ou Edison? Essa delicadeza impressiona quem recebe o e-mail, e grafias erradas causam péssima impressão.

Da Folha de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2015/11/1705829-do-whatsapp-ao-relatorio-aprenda-a-escrever-bem-no-trabalho.shtml