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domingo, 9 de outubro de 2011

O PARAISO NÃO É PERFEITO

Cá, estou eu contando meu dia-a-dia...

Tinha na verdade tudo para ser perfeito...

As montanhas gigantescas salpicadas de Araucárias de tonalidades chegando ao verde musgo sem igual... Riachos que corriam por todos os lados, mais parecendo crianças com seus burburinhos... As estrelas no céu cintilavam participando de uma grande sinfonia silenciosa, fazendo ritmo apenas com o seu cintilar. A lua, bem a lua estava sorridente e iluminada, tive vontade de deitar-me em sua boca e sentir ainda mais o inefável...

Registro minha singela gratidão por tantos e tantos presentes encantadores... Aos vales também meus agradecimentos... Ao fogo da lareira, do fogão à lenha e da fogueira que marcaram presença fiel para restabelecimento de todos que o cercavam...

Foi tudo muito bom...
O cansaço foi cedendo à magia do local e eu fui me entregando ao equilíbrio do verde, a serenidade das águas, a energia da prata e do sorriso celeste, aos banhos quentes, ao bom papo enfrente a lareira, o saborear do vinho...

Oh! Meu Deus o paraíso é quase perfeito...

Bom, mas... Em qualquer lugar que eu estiver carregarei comigo minhas inquietações, minhas angustias, meus limites, meus sonhos e minhas fantasias – meus meios e minhas fugas de sobrevivência... Que se tornam ainda mais claras quando paulatinamente vai acontecendo a desintoxicação do dia-a-dia...
O paraíso não é perfeito...

Oh! Inefável Mistério que sonda minhas entranhas, que baila em minha cabeça, que desnuda minha alma e faz com que eu perca em todos os embates, que me leva a caminhar por caminhos que eu não gostaria de caminhar... e em cada passo vou desvelando-me reconhecendo que embora...

O paraíso não seja perfeito...

Eu quero continuar, pois o mesmo céu, as mesmas estrelas, a mesma lua, as árvores, o fogo continuarão me esperando eternamente...

A todos que compartilham da mesma busca e com a mesma certeza que energias positivas se conversam, estejam comigo enfrente a lareira tomando uma boa taça de vinho...

Pois todos são, amores meu...

Celina/julho/2005.

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