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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Cadastro Nacional de Desaparecidos.

Cadastro nacional vai auxiliar busca a desaparecidos 
Da Agência Estado

O Ministério da Justiça e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República lançaram hoje o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. O objetivo é criar uma rede de investigações e acompanhamento dos casos, a partir do acúmulo de dados sobre crianças, adolescentes, adultos e idosos.
De acordo com o Ministério da Justiça, a criação do cadastro é uma política de Estado e a partir dele será possível alcançar um número real sobre casos de desaparecimentos no Brasil. A ideia é que o desaparecimento seja inserido no cadastro e, posteriormente, divulgado para todos os entes de segurança do País.
No entanto, mesmo com a implantação do Cadastro permanece a obrigatoriedade do registro de ocorrência, especialmente nos casos de desaparecimento suspeito, segundo informou o Ministério.
Dados oficiais indicam que as maiores causas de desaparecimento de crianças e adolescentes são a fuga (40%), a sequestro do menor (15%), a fuga com namorado(a) (10%) e o desaparecimento relacionado ao tráfico de drogas e à exploração sexual (5%).

O desespero de mães que têm filhos desaparecidos

Foi lançado o novo Cadastro Nacional de Desaparecidos. A partir de agora, serão incluídas pessoas de todas as idades. Na lista de 2002, só constavam nomes e fotos de crianças e de adolescentes.
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Foi lançado nesta sexta o novo Cadastro Nacional de Desaparecidos. A partir de agora, serão incluídas pessoas de todas as idades. Na lista criada em 2002, só constavam os nomes e as fotos de crianças e de adolescentes.
O registro do desaparecido pode ser feito pela internet depois da abertura de um boletim de ocorrência na delegacia. O cadastro será ligado a uma rede usada por 87 mil agentes da polícia, delegados e investigadores de todo o Brasil.

CLIQUE AQUI E ACESSE O CADASTRO NACIONAL DE PESSOAS DESAPARECIDAS.

A experiência de perder contato com um parente sem nenhuma explicação é uma dor que aflige milhares de famílias.
A mãe quer ajuda. A filha, de 16 anos, sumiu há quatro dias e dá sempre a mesma resposta. “Eu já estou indo, calma”.
Os policiais da Delegacia de Desaparecidos seguem as indicações da mãe. Um homem bem mais velho estaria com a menina num bairro vizinho. Na casa dele, vestígios. “É a letra dela. O sapato é dela, tenho certeza absoluta”.
A mãe toma um susto: ela reconhece também a roupa íntima do filho de 13 anos, irmão da menina desaparecida. “Acho que ele abusou do meu filho, moço, me ajuda”.
O homem chega e diz que a menina fazia serviços domésticos para ele. A mãe tem uma crise nervosa. “Minha filha é tua esposa, vagabundo?”.
Contida pelos policiais, ela espera no quintal. “Moço, me ajuda, eu sou mãe, minha filha tem de tudo”.
A procura vai continuar no Centro. “Ela está lá na casa de um cara. Tentar localizá-la, vamos embora”, diz o policial.
O dia anterior também havia sido de buscas por outro desaparecido. Cães farejadores estão atrás de pistas de Fabio dos Santos, um garoto de quatro anos que sumiu em dezembro.
Como todos os dias, Fabio foi trazido da creche por uma vizinha e ficou na casa do padrinho enquanto a mãe trabalhava. Segundo a família, no final da tarde, ele saiu pelo portão dizendo que iria brincar em outra casa com outras crianças, mas não chegou a entrar.
“Como que uma rua cheia de gente não vai ver uma pessoa passar aqui, carregar uma criança, ou um carro parar aqui e levar uma criança? Eu não me conformo”, desabafou Jucélia dos Santos, mãe de Fábio.
Foi assim com Stephanie Lopes, vista pela última vez brincando na rua há mais de sete anos, e com Hugo Camargo, desaparecido há mais de dois.
A procura pela menina de 16 anos continuou de madrugada. A informação é de que ela anda numa região escura e os policiais finalmente encontram.
“Estou atrás de você há uma semana. Você tem 16 anos e se acha dona do mundo? A polícia inteira está atrás de você”, disparou o policial.
A menina é devolvida para a mãe. Ela não é mais uma desaparecida. Por isso, a polícia sai de cena. Agora é com as duas, mãe e filha ainda terão de se reencontrar.

Fonte: G1

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