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domingo, 6 de dezembro de 2009

Impunidade, por que a corrupção não dá cadeia no Brasil?

Impunidade
Escândalos de corrupção: de cada dez ações contra autoridades públicas no STJ, 4 sequer são concluídas


De escândalo em escândalo, o Brasil se acostumou a ver dinheiro em malas, meias e cuecas - como nos recentes mensalões do PT e do DEM. Mas a marca dos escândalos brasileiros é a impunidade. Segundo reportagem de Evandro Éboli, publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO, levantamento da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) revela que, das ações contra autoridades no Superior Tribunal de Justiça (STJ), 40% prescrevem ou caem no limbo do Judiciário. ( Opine: Por que você acha que corrupção não dá cadeia no Brasil? )


No Supremo Tribunal Federal (STF), o percentual é de 45%. As condenações de autoridades são apenas 1% no STJ - muitas convertidas em penas pecuniárias irrisórias - e inexistem no STF. Desde que foi criada, há 17 anos, a Lei de Improbidade Administrativa condenou 1.605 pessoas. ( Leia mais: Novos vídeos mostram pacotes de dinheiro de propina no DF )




Para juízes, cientistas políticos, psicólogos e procuradores ouvidos pelo GLOBO, punir corruptos é o caminho para concluir a democratização brasileira, que trouxe o aumento da fiscalização da gestão pública. ( Leia mais: PF vai pedir quebra do sigilo bancário de Arruda e de outros 17 suspeitos de corrupção )


"Mas não conseguimos consumar a punição, ponta final do processo. O percurso precisa ser fechado urgentemente", alerta a cientista política Rita Biason.


Com partidos minados por denúncias de corrupção, falta porta-voz para a bandeira da ética . ( Assista aos vídeos que relevam indícios de corrupção no caso Arruda )


"É grave, porque pode dar condições para candidatos identificados com o 'rouba, mas faz' ganharem espaço", avalia o cientista político Leonardo Barreto.
De O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/12/05/escandalos-de-corrupcao-de-cada-dez-acoes-contra-autoridades-publicas-no-stj-4-sequer-sao-concluidas-915073239.asp





Campanha de Arruda no DF financiou 236 candidatos
Investigado por suspeita de caixa dois e pagamento de mensalão para deputados distritais, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), montou em seu escritório político uma espécie de balcão de financiamento de campanhas em 2006. Dali, abasteceu 220 candidaturas à Câmara Legislativa do Distrito Federal, hoje alvo do escândalo, e 16 à Câmara dos Deputados, num total de R$ 642 mil.
Da Folha de São Paulo de 06/12/09


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