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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Feminização da Pobreza

70% das pessoas em todo o planeta que vivem abaixo da linha de extrema pobreza, com o equivalente a menos de 1 dólar por dia são mulheres, este fenômeno é conhecido como a "feminização da pobreza".

No Brasil o número de lares brasileiros chefiados por mulheres subiu de 19,3 para 25,5%,as mulheres chefes de família estão concentradas principalmente nos domicílios 25% mais pobres.

O perfil dessas mulheres guarda algumas características comuns: geralmente elas não têm cônjuge (tornaram-se viúvas ou não vivem com o parceiro), como mais de 64% têm mais de 40 anos e a maioria tem baixa escolaridade ou é analfabeta, elas têm mais dificuldades para se inserir no mercado de trabalho, quando conseguem, geralmente, recebem baixos salários, conforme pesquisa do DIESE realizada em 2004 retratando a década 1992/2002.

O Jardim Ângela

Depois que o Jardim Ângela foi considerado a região mais violenta do planeta, iniciou-se ali, em 1996, uma mobilização liderada pelo padre irlandês Jayme Crowne, surgiu então o Fórum de Defesa da Vida, que hoje aglutina centenas de entidades.

Conseguiu-se desse processo combinar Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal e com muita pressão, foram criadas ali cinco bases de policiamento comunitário. Como os policiais tinham de conviver com a população, ganharam confiança e receberam informações sobre quem eram e onde estavam os criminosos.

Paralelamente à rede de proteção policial montou-se uma rede de proteção social, sempre envolvendo a teia de parcerias.

Graças a esse tipo de mobilização, recuperaram-se praças, clubes e escolas. Ofereceram-se programas de esporte, atividades de complementação escolar, tratamento contra o abuso de drogas e álcool.

Com um acordo envolvendo o Ministério Público, acertou-se a redução do horário de fechamento dos bares. A prefeitura ofereceu abrigos para crianças e proteção às famílias em situação de risco, além de um núcleo para combater a violência doméstica, a Casa Sofia e foi lançada a Casa do Adolescente, para tentar evitar a gravidez precoce.

Casa Sofia

A Casa Sofia é uma ONG idealizada pelo Fórum de Defesa da Vida com o intuito de defender as mulheres contra a agressão de seus companheiros, ou seja, contra a violência doméstica.

A Casa Sofia trabalhou ativamente pela criação da Lei Maria da Penha e tem se destacado pela atuação diuturna na defesa das mulheres, em diversos seminários, conferências, palestras contam com a iniciativa e apoio da Casa Sofia.

A integração com diversas autoridades do Ministério Público e em especial dos promotores do Júri de Santo Amaro trouxeram o devido respeito aos reclames da sociedade local, canalizados pelo Fórum em Defesa da Vida e Casa Sofia.

Atuação da Casa Sofia

A Casa oferece apoio psico-social individual, terapia de grupo, orientações jurídicas, cursos e conversas confidenciais por telefone.

O objetivo central de seu atendimento é possibilitar que estas mulheres rompam com o círculo de violência, de forma que reconstruam sua auto-estima e recuperem sua cidadania e ainda:

- possibilitar condições de auto-sustentação e autonomia nas decisões das mulheres;
- fortalecer as condições de exercício dos direitos reprodutivos, de saúde e sexuais;
- trabalhar pela igualdade entre os gêneros;
- atenção e prevenção contra a violência sexual e doméstica; combater a divisão sexual do trabalho.

Conforme nos ensina a coordenadora da Casa Sofia, as causas da violência, principalmente a doméstica, são diversas e complexas, mas, a educação diferenciada e principalmente a cultura machista, que garante aos homens poder sobre as mulheres, é ainda o principal motivo deste quadro de violência.

Trabalho, muito trabalho contra o ciclo da lua-de-mel

A cada dia os/as colaboradores da Casa Sofia atendem um número crescente de mulheres em situação de violência com a esperança de que o círculo da violência seja rompido, o tal ciclo da lua-de-mel onde o homem bate, depois se arrepende, depois diz que ama a mulher e ela retira a queixa na delegacia e em seguida ele se sente MACHÃO e recomeça a violência.

A CASA SOFIA OFERECE

Atendimento às mulheres que sofrem violência dentro de casa e que precisam permanecer no anonimato.

De segunda à sexta-feira das 9 às 18h

Ligue grátis

0800 770 3053

Oferecemos ainda atendimento psicológico individual e em grupo, orientação e atendimento jurídico, e grupos de auto-ajuda.

VENHA NOS CONHECER

Rua Dr. Luis Fernando Ferreira, 06

Jd. Ângela – Santo Amaro – São Paulo – Capital

e-mail: casasofia@terra.com.br

Um comentário:

  1. Ola sou psicóloga e especialista em Terapia Cognitiva, estava na internet e encontrei o blog de vocês

    Achei a ONG extremamente importante. Atendi na minha clinica algumas mulheres que sofreram violência doméstica e percebi o quanto a família toda (inclusive filhos) é afetada e o quanto essa questão merece uma atenção adequada.

    O que mais me chamou a atenção foi a localização da ONG, no Jardim Angela, afinal a maioria das pessoas que precisam, e muito, de um acompanhamento psicoterápico não tem acesso ao mesmo por questões financeiras. Sempre que posso atendo pacientes com preços simbólicos (só não faço isso sempre, pois alugo uma sala na clinica onde trabalho), porque como psicóloga é inadimissivel assistir tudo isso de braços cruzados, então faço o que posso para que todos tenham acesso à terapia.

    Gostaria muito de ajudá-los na ONG, simplesmente li a causa justa de vocês no blog e me encantei com o projeto.

    A vantagem é que sou especialista em Terapia Cognitiva, geralmente não preciso de mais de 25 sessões, em alguns casos concluo em 10 sessões, pois a terapia é focada e breve nos problemas atuais dos pacientes. A grande importancia dessa abordagem além do tempo breve, é que ela ajuda os pacientes a modificarem suas cognições (pensamentos, ou seja, como ela interpreta a si, o mundo e o futuro), utilizo muitos inventarios para que os pacientes desafiem o que pensam antes de fazerem julgamentos irrealistas. O impacto do que pensamos em nossas emoções e comportamentos é inquestionavel, então eu sempre foco a terapia nessas 3 questões.

    Acredito que a TC na ONG pode facilitar e viabilizar um atendimento fantástico e digno para um número maior de mulheres.

    Me coloco a disposição, tanto para atuar na ONG quanto fazer uma aprceria e ajudá-los a amparar e resgatar a estima das mulheres vitimizadas.

    Contem comigo!

    Parabéns pela bela iniciativa e trabalho! Nossa sociedade clama por ONG's assim!

    Até breve



    Vanessa Seibitz - Psicóloga- Terapeuta Cognitiva
    Membro da ABPC-Associação Brasileira de Psicoterapia Cognitiva.
    CRP: 06/78491
    Clinica Catherine- Av.Santa Catarina,678-Vila Alexandria/São Paulo
    Tel: 5034-51-90/5034-5290 - vanessaseibitz@yahoo.com.br

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