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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Contas Externas : O mercado e os erros continuados

Em 2003, até o boné do MST na cabeça do Lula foi utilizado para “explicar” a alta do dólar em determinado dia.
Em 2006, no epicentro da maior crise política do Brasil moderno, o dólar permaneceu calmíssimo, como se fosse a Suíça. A diferença entre os dois momentos é que no primeiro havia um enorme déficit em transações correntes; no segundo, superávit.
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É evidente que o pais precisa manter a responsabilidade fiscal, a melhoria de gestão, proceder a reformas etc. Mas a blindagem contra a crise externa vem das contas externas brasileiras – hoje em dia em franca deterioração.
Desde o ano passado, a valorização do real era para ter sido interrompida. Se o Banco Central mantivesse o ritmo de queda dos juros, cessariam os ganhos de arbitragem (tomar empréstimo em outro país e aplicar no Brasil) e o real se desvalorizaria.
Em vez disso, o BC resolveu dar sobrevida a essa maluquice, ampliando os estragos. Parou de reduzir os juros e acumulou uma enorme reserva em dólares, que permitirá aprofundar ainda mais os estragos nas contas externas, até que o Sr Crise surja para nos salvar.


Do blog do Luis Nassif Coluna Econômica - 28/01/2008

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