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domingo, 20 de janeiro de 2008

A violência que gerou um milhão de assassinatos

Um milhão de assassinatos

Hoje eu li uma reportagem muito triste no Estadão, o Jornal O Estado de São Paulo.
Nesta reportagem um estudioso do fenômeno da violência, o economista Daniel Cerqueira, do Ipea, chama a atenção para a tragédia da segurança pública brasileira.
Cerqueira aponta alguns sinais preocupantes na área de segurança. Um deles é a falta de vontade dos políticos para adotar estratégias de médio ou longo prazo, o que não se enquadra no calendário eleitoral. Outro é o atraso no enfrentamento da criminalidade, ainda refém do modelo meramente reativo dos anos 1960, baseado, quando muito, em patrulhamento e investigações, não em estatísticas confiáveis, na antecipação aos problemas e no uso de programas sociais e de policiamento adaptados a cada realidade.

Quando um país como o Brasil abandona os cidadãos à barbárie, fica muito difícil, defender qualquer cidadão e qualquer cidadã.

A violência contra a mulher se inscreve neste contexto de desleixo, em que as autoridades federais dizem que o problema é estadual e as autoridades estaduais dizem que falta dinheiro para políticas mais eficazes.
Em parte eu concordo: falta dinheiro para a segurança, a educação e a saúde, mas não faltam recursos para os "financistas" e haja superávit para cobrir os juros da dívida.
Voltando ao tema em assunto, um dos problemas para proteger as mulheres e que a Lei Maria da Penha previu um monte de ações dos governos federais, estaduais e municipais e nada foi feito.
Aliás, neste país vivemos o mundo do faz de conta, se temos um problema, vamos resolvê-lo fazendo uma lei.
Quanto mais coisas bonitas a lei preveja, melhor, assim a gente mostra pros gringos e eles ficam contentes. É a tal de lei para ingrês ver.
A lei Maria da Penha trouxe várias inovações a favor da proteção da mulher, mas não é aplicada. Por quê? Por quê? Eu pergunto e respondo.
Por que quando ela descreve as responsabilidades dos promotores e juizes ela diz "PODERÁ"
A lei não diz "DEVERÁ", a lei diz poderá, isto é "se quiser", "se estiver com vontade", "se tiver afim".

Vamos, nós homens que amamos e respeitamos as mulheres e vocês mulheres que se valorizam, exigir justiça, justiça, para as mulheres, pois a PAZ que o Brasil tanto precisa começa dentro de cada um de nós, a PAZ começa dentro de nossos lares.

Sou Contra Violência à Mulher, à criança, aos idosos, a todos seres humanos.
Contra a agressão ao nosso planeta.
Vamos começar em casa, vamos respeitar nossas MULHERES.

JGS


Leia o texto que gerou esta minha resposta no blog da jornalista Vera Mattos
http://jornalistaveramattos.blogspot.com/2008/01/vamos-fazer-uma-onda-cor-de-rosa-quase.html

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