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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Povão no Palácio




JGS opina
A foto ao lado mostra como são tratados aqueles que querem conversar com o governo, como são tratados aqueles que discordam do rumo de nossa polititica, do rumo da nossa economia que condena milhões de brasileiros a viverem com bolsa esmola.
Imagem da face real do governo, em tempos de eleição: beijos hipócritas em crianças, abraços e afagos para todo mundo, depois de eleito, o palácio vira antro para os renans avacalheiros da vida, mas não cabem o "povão".
Assim como eu - "ele está muito revoltado" com a escola de seus quatro filhos, que tem um esgoto aberto, com a falta de policiamento e com o sistema de saúde do município.
Antes que algum governista ache que estou exagerando nas críticas, deixo uma coisa bem clara, esta cena aconteceria também no governo FFHH.
JGS

"Presidente, salva eu", gritava Ângelo de Jesus
Lavrador invade Planalto para pedir ajuda "Presidente, salva eu", gritava Ângelo de Jesus, que foi imobilizado por agentes e levado a um hospital
Ele queria falar com Lula. Passou direto pelo detector de metais, mas foi rendido pelos seguranças do Planalto -foram necessários seis para segurá-lo. "Presidente, salva eu, salva eu presidente", gritava o agricultor. Ângelo insistia em falar com Lula e se debatia, tentando se desvencilhar dos seguranças.Disse aos jornalistas que estava há quatro dias sem comer e que sofria de hanseníase. Saiu do palácio algemado e carregado por seguranças e policiais militares, chamados ao local.Segundo a assistente social Edna Joaquim de Moraes, ele disse que havia vindo para Brasília, de carona, "por causa das injustiças em sua cidade", mas já havia desistido de falar com Lula porque "o povo não tem vez". Edna ligou para um departamento de assistência social do Distrito Federal para providenciar uma passagem de volta para o agricultor, mas, ao pedir um carro do hospital para levá-lo ao departamento, viu que ele havia sumido.Segundo a Presidência, Ângelo foi transferido para o Hospital das Forças Armadas, onde um médico e um assessor do gabinete pessoal de Lula acompanham o agricultor. Funcionários também tentavam, até ontem à tarde, contatar familiares de Ângelo. Ele é natural de Pindobaçu, Bahia.
Do orelhão da cidade, a mulher de Ângelo e uma de suas vizinhas, que viram tudo pela TV, disseram que, na segunda-feira, ele encontrou uma amiga da família no ponto de ônibus e pediu que ela avisasse que ele ia a Brasília falar com Lula.
Segundo a vizinha, "ele está muito revoltado" com a escola de seus quatro filhos, que tem um esgoto aberto, com a falta de policiamento e com o sistema de saúde do município.
Reportagem da Folha de São Paulo de 21/09/07

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