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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Viagem ao Nordeste, final: Praia do Francês, Aracaju, Itacaré, São Paulo

07-03-2008 Ainda a praia do Francês De manhã preparamos um café nordestino, telefonamos para o Galego e Jaqueline perguntando sobre a saúde da Maria e como eles disseram que não poderiam vir para a praia, pois precisavam ficar cuidando da filhinha, resolvemos seguir nossa viagem rumo ao Sul, de retorno às nossas casas.
Fizemos uma pequena faxina, para deixar a casa em ordem, entregamos a chave na casa de um vizinho e de novo estamos na estrada, com destino à Bahia.

13:15 – Passamos pela lagoa do Pau, em Coruripe, é uma paisagem maravilhosa, mas continuamos acelerando. 13:22 – Passamos por Coruripe

14:45 – Piaçabuçu – Vamos conhecer o Rio São Francisco, estamos a 13 km da foz do velho Chico, de onde é possível alugar um barco e ir conhecer os últimos metros do rio da integração nacional, fica para outra vez.
Tomamos água de coco, fotografamos, molhei os pés nas águas do velho Chico, imagina, eu, mineiro, que até então não conhecia o rio da integração nacional.
Seguimos para Penedo onde vamos pegar uma balsa para atravessar o velho Chico

15:30 – Penedo é uma linda cidade histórica, da época da invasão dos holandeses, fundada por Duarte Coelho Pereira, das principais cidades históricas do Brasil, foi elevado a vila de São Francisco em 1636 e em fins do século XVII passou a ser denominada Penedo do Rio São Francisco. É cidade desde 1842. Sua arquitetura atrai turistas de numerosas origens. A Igreja de Santa Maria dos Anjos é uma das obras primas mais visitadas Penedo já foi sede de um dos maiores eventos cinematográficos brasileiro, o Festival de Cinema que reunia artistas brasileiros renomados. É uma cidade essencialmente católica e de povo acolhedor.

O Álvaro se encantou com a igreja de Nª Sª das Correntes e em seguida visitamos o museu da cidade.

16:20 – Pegamos a balsa em direção a Neópolis em Sergipe, 15 minutos de travessia.
Região com plantação de coco, laranja, manga e muitas dunas.

19:00 – Chegamos à Aracaju e após rodar “perdidos” na cidade, chegamos ao hotel.

Fomos à feira, tomamos um lanche, retornamos ao hotel e dormimos.

08-03-2008
7:05 – Pegamos a estrada com destino à Salvador.
7:53 - Passamos por Itaporanga a cidade do Forró
8:07 – Avistamos a filial Águas Claras da Ambev
8:25 – Estamos na Linha Verde
8:53 – Passamos pela divisa Sergipe/Bahia

Passamos pela Costa do Sauípe, que é um condomínio fechado e só pode entrar pagando, como nossa intenção era apenas conhecer o local e não tínhamos intenção de parar, aceleramos o carro e retornamos à estrada.

11:08 – Estamos na praia do Forte, paramos para conhecer. As duas Marias e o Álvaro assistiram missa na capela de São Francisco, eu aproveitei para tirar fotos e conhecer um pouco a vila.
Esta localidade é famosa pelo projeto de proteção das tartarugas marinhas, o Tamar.


12:50 - Estamos em Salvador.

13:57 – A praia de Itapuã estava lotada.
Paramos para almoçar em um restaurante em frente à praia e não havia um responsável para cuidar dos carros.
Um “flanelinha” tentou me achacar uns trocados, dentro do perímetro do estacionamento do restaurante, como eu não gosto deste tipo de pessoa, procurei uma vaga mais segura.
Ao sairmos do restaurante, após almoçarmos, vimos o “flanelinha” sendo preso e aparentemente ele havia assaltado algum motorista no farol que fica em frente ao restaurante.
Parabéns à polícia baiana e cuidado turistas. 15:08 – Passamos em frente ao elevador Lacerda.
15:23 – Estamos na estação de embarque para atravessar a baia de Todos os Santos.

16:00 – Embarcamos no ferry-boat que tem até serviço de bordo, além de transportar o carro, nós passageiros pudemos apreciar uma cerveja gelada e para quem gosta de futebol, o programa na tv era assistir ao jogo do Flamengo.





Travessia da
Baia de Todos os
Santos em Salvador
Bahia





17:00 – Chegamos a Bom Despacho na ilha de Itaparica.
Passamos por Nazaré.

18:08 – Guaibim, mais uma vez a polícia rodoviária nos para e pede a documentação do motorista e do veículo, gostaria que a polícia rodoviária fosse mais atuante, isto evitaria muitos crimes, mas em 10.000 km de estradas só fomos parados 3 vezes.

18:12 – Chegamos em Valença – Hospedamos na pousada da Orla. Saímos para tomar umas geladas e um lanche. Enquanto estávamos sentados na beira do cais, um garoto sem me pedir permissão lavou o Celta. A cidade está cheia de pedintes, adultos te param e na maior cara dura te pedem um dinheiro, várias crianças vivem em função da mendicância, talvez pelo fato da cidade ser parada para Morro de São Paulo, que é uma praia de “ricos”, a população se acostumou a viver pedindo, mas pelo que pude notar a região não é pobre e nem miserável, o que acontece é que várias pessoas se acostumaram à vida de pedintes.
Valença é muito visitada principalmente por ser o principal acesso a Ilha de Tinharé, turisticamente famosa pelo povoado de Morro de São Paulo. Destaca-se como o principal produtor de mariscos da Bahia.
A maior cidade da costa do dendê é ao mesmo tempo, uma plácida cidade pesqueira e colonial do século XVI e um dinâmico pólo comercial e de serviços da região. Famosa por seus camarões. Valença conta com um cais do porto onde o casario tem a beleza de um cartão postal antigo, ofertando aos visitantes um rico patrimônio histórico que convive em harmonia com os barcos pitorescos que povoam o Rio Una, que divide a cidade. Três pontes interligam as duas partes da cidade.
A região sofreu com a invasão holandesa na Bahia em 1624 e participou ativamente das lutas pela independência da Bahia.
Quando abrigou a esquadra do Lord Cochrane, vindo para combater os portugueses em 1823. A atuação nessa luta, ao lado de Cachoeira e de Santo Amaro, foi tão notável que a cidade recebeu o título de "a decidida" como no hino da cidade fala.
Na Segunda Guerra Mundial, Valença também entrou em cena, quando submarinos alemães bombardearam os navios Itajiba e Irará, na sua costa. Os passageiros foram salvos pelo saveiro Araripe e os feridos levados para o hospital que funcionava improvisadamente no Prédio do Sindicato dos trabalhadores da Industria de Fiação e Tecelagem de Valença, antiga Recreativa, prédio de planta francesa e arquitetura neoclássica. Este mesmo prédio foi o primeiro banco de sangue desta região, fato ocorrido em agosto de 1942.Por este gesto, Valença recebeu o título de “a hospitaleira”.


10/03/2008 – Na estrada, novamente. 71.965 no odômetro do Celta, acelerando em direção a Itacaré.
Passamos por uma região muito bonita, com plantação de Piaçava, Dendê, Cacau.
Itaperoá, Nilo Peçanha, Ituberaba, Ibirapitanga, Camamu, quantas cidades, quantas histórias, quantas amizades poderíamos fazer, quantas histórias poderíamos ouvir, quantos conhecimentos poderíamos aprender, mas o motor do carro continua a impulsionar as rodas em direção ao sul.
10:15 – Parei para catar sementes de “Açaí”
10:59 – Paramos num quiosque e tomamos um bom suco de cacau, não perguntei a receita de como se faz, dias depois, tentei fazer suco de cacau, mas não consegui.
11:04 – Ubaitaba é nossa porta de entrada para a estrada de chão que leva a Itacaré, vamos acompanhar o curso do rio de Contas. A opção de seguir por estrada de terra, não foi a mais econômica, nem a mais rápida e se o Celta falasse ele certamente não teria concordado, em compensação, continuamos passeando por uma paisagem linda de plantação de Cacau.

13:01 – Chegamos a Itacaré, o odômetro marca 72.164 km
Almoçamos e em seguida nos dirigimos à Pousada Arcádia da minha amiga Ana Maria Bruni.
Fomos muito bem acolhidos.
Assim que cheguei na pousada tive o prazer de falar por celular com a Vera Mattos.
A Ana nos sugeriu um passeio pelas praias da cidade e á tarde deveríamos contemplar o pôr-do-sol.



































À noite passeamos pela vila em busca de lembranças e de pechinchas.
Chegamos à pousada, ficamos papeando. Os apartamentos são muito confortáveis e a decoração é muito boa, isto nos convidou para o merecido descanso.
De manhã fomos brindados com um ótimo café da manhã, todos elegeram como o melhor café da manhã de toda viagem.
A Ana nos sugeriu que fôssemos à praia de Itacarézinho.
Fomos conferir: é uma praia linda, muita linda, linda paisagem, areia limpa, água limpa, coqueiros enfeitando a encosta, garotas, muitas garotas lindas, para enfeitar ainda mais a paisagem. Neste dia, os homens fomos contemplados com a visita de “finalistas”. É assim que se diz “formandas” em Portugal, cada cachopa! Ah, se eu fosse solteiro! Tomara que minha esposa não leia esta parte do meu blog, mas que as cachopas são lindas, isto não posso negar, nem sob tortura, imagina só, umas 50 cachopas, desfilando em frente aos meus olhos!
A tarde passamos na vila à cata de lembranças e pechinchas e ao entardecer tornamos a contemplar o por do sol.
À noite as mulheres finalmente foram pescar, a Auxiliadora finalmente, conseguiu usar suas tralhas de pescas e a Conceição a acompanhou. A pousada Arcádia possui um píer de pesca muito bom, vale a pena conferir e tentar fisgar algum peixe, mesmo que seja para devolver ao mar, como fizeram as duas Marias.

12-03-2008
Estrada, 3.000 km de estrada nos aguardam até Sampa

Pé no acelerador, rodas no asfalto, motor a 5.000 rpm, direção Sul.






Agradeço aos companheiros de viagem Maria Auxiliadora e Álvaro, minha esposa Maria Conceição e a vocês pela paciência de lerem este relato de viagem.

Uma coisa a gente aprende quando viaja:

Nós somos muito pequenos e nada conhecemos deste mundo maravilhoso, principalmente as pessoas que nós encontramos pela estrada, são pessoas tão especiais, que dá vontade de ficar dias e dias ouvindo suas histórias e nos encantando com a maravilha que é cada um deles, cada pessoa, cada ser, cada planta, cada animal, cada rocha, cada areia na praia, cada peixe no rio ou no mar, cada pássaro voando e cantando, cada rocha, cada montanha, cada pedacinho, cada milésimo de centímetro, ou cada segundo, são coisas muito lindas.

Cada vez que viajamos pelo mundo, viajamos para dentro de nós, dentro de nossas almas, dentro de nossos corações, cada vez mais nos encontramos, quanto mais longe vamos, mais perto ficamos de nossa pequenez e de nossas dúvidas, nossas incertezas.

VIAJAR É ISTO:

É SAIR DE DENTRO DE NÓS, PARA NOS APROFUNDARMOS AINDA MAIS DENTRO DE NÓS.


Leia também os outros capítulos:
Capítulo 6 - Recife, Arapiraca e as Alagoas
http://amorordemeprogresso.blogspot.com/2008/05/viagem-ao-nordeste-6-alagoas.html

Capítulo 5 - João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas
http://amorordemeprogresso.blogspot.com/2008/05/uma-viagem-ao-nordeste-5.html

Capítulo 4 - Natal, Pipa, João Pessoa
http://amorordemeprogresso.blogspot.com/2008/05/uma-viagem-ao-nordeste-4.html

Capítulo 3 - Jericoacoara, Natal
http://amorordemeprogresso.blogspot.com/2008/05/uma-viagem-ao-nordeste-3.html

Capítulo 2 - Jijoca, Jericoacoara
http://amorordemeprogresso.blogspot.com/2008/04/viagem-ao-nordeste-2-uma-aventura.html

Capítulo inicial - São Paulo, Guarulhos, Brasília, Terezina, Jijoca
http://amorordemeprogresso.blogspot.com/2008/03/viagem-ao-nordeste-do-brasil.html

6 comentários:

  1. Parabens pelo blog
    muito bom
    Gostaria que conhecessem esse site achei bastante interessante
    www.casasgranjaviana.com

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  2. Saudades dos amigos
    Adorei o relato diário desta viagem.
    Agradeço os gentis comentários sobre a Pousada Arcádia e espero rever os amigos em breve.

    Abraços

    Ana Maria Bruni

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  3. Vi que passou por minha terra, Aracaju-SE. Espero que tenha gostado, mesmo ficando "perdido" por aqui. rsrsrs Volta e passa mais tempo por aqui, tenho certeza que não se arrepenserá. Cidade linda e tranquila, ideal para quem quer relaxar. Gistei muito do blog, tudo tão detalhado. Muito bom mesmo!
    Até mais!!

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  4. Manu, Aracaju é muita linda.
    Daqui a 3 anos e meio vou me aposentar e certamente retornarei com mais tempo.

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  5. Adorei os relatos, e como viao de Recife a Salvador, sempre de carro, revivi lugares que nunca tive paciencias de descrever, apesar de aproveitar bem. Parabéns!
    Ah, e quanto ao perder-se, já conheci lugares maravilhosos nessas situações. Rrss...

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  6. que lugar lindo, um dia aina vou conhecer o nordeste!!!
    alex da comunidade 11340

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