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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Viagem ao Nordeste: Recife, Arapiraca e as Alagoas

03-03-2008 – 8:46 – 70603 km no odômetro, estamos de novo na estrada, rumo a Maceió.

10:47 - Praia de São José da Coroa Grande, uma pena que não vamos parar, a paisagem é deslumbrante. Margeada por piscinas naturais, a cidade tem sua denominação inspirada nas coroas que emergem nas marés baixas nos bancos de areia entre a beira-mar e os corais.

10:55 – Divisa Pernambuco com Alagoas, mal chegamos a Alagoas e fomos parados pela polícia rodoviária, pela 1ª vez depois de 5.735 km percorridos. O odômetro marca 70.732
Paramos em Maragogi, que é uma das praias famosas das Alagoas.
A praia está deserta, afinal de contas, hoje é segunda-feira, e o carnaval já passou. Passeamos pela vila com sua orla repleta de bares, restaurantes e pequenas lojas de artesanato.
O Álvaro comprou coco seco bem barato, vimos um trailer que é uma casa sobre rodas, estacionada na praia, junto a uma guarita da polícia militar e usando energia elétrica de um “gato”
Em Maragogi, o mergulho nas galés integra o turista à fauna marinha
Os mais extensos e preservados recifes de corais do país ficam em uma APA (Área de Proteção Ambiental) que começa ao norte de Maceió e vai até a cidade de Rio Formoso, no sul de Pernambuco.
São 135 km de praias, piscinas naturais e mangues, habitat do peixe-boi marinho, ameaçado de extinção. Um ótimo local para conhecer os recifes é a cidade de Maragogi, cerca de 130 km ao norte de Maceió, de onde é possível fazer passeios de barco até as galés, piscinas naturais de água esverdeada e fundo esbranquiçado nas áreas não tomadas pelos corais.
As galés ficam a cerca de seis quilômetros da praia e podem ser alcançadas por lanchas ou catamarãs em 20 minutos, no máximo, durante a maré baixa, quando a profundidade varia de apenas 0,5 metros a seis metros.
12:05 – Saímos de Maragogi, passamos por uma região onde os rios estão secos e na estrada passamos por vários acampamentos do movimento dos sem terra, a maioria das cabanas está vazia, estão apenas ocupando lugar na fila, pois – “se sair uma terrinha eu to aqui, tomo posse e depois vendo, por que o meu negócio não é carpir a terra, carpir é muito cansativo, prefiro receber bolsa-família”
13:45 – Estamos na praia da Sereia, é uma extensão do Riacho Doce, que forma um dos conjuntos de praias mais bonitas do litoral alagoano, sua beleza despertou o interasse de muitos, que começaram adquirir lotes e construir suas casas de veraneio.
Hoje, alguns moram lá e trabalham na cidade. Nos fins de semana, o movimento é intenso nos bares e barracas improvisadas, enquanto as boleiras e vendedores de frutas, peixes e crustáceos faturam bem, garantindo o sustento da família. Riacho Doce é tudo isso, e muito mais. É o típico lugarejo provinciano, que por mais modernidade que exista, seus moradores ainda conservam os velhos hábitos. Em dezembro, comemora-se a festa de sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição. A igrejinha se enfeita para receber os fiéis, que rezam as nove noites e no dia exato, saem em procissão, com a imagem da Virgem Imaculada Conceição.

14:30 – Paramos na Praia da Sereia para almoçar
Também chamada de Pratagy, é protegida por uma barreira de corais que forma uma piscina natural, onde os banhistas se divertem, e onde também foi erguida uma sereia, daí o nome da praia. Fora da piscina natural, o mar é forte e perigoso para banho.

15:55 – Estamos na Praia do Francês, a população local afirma que a praia tem essa denominação po ter sido, na época do Brasil Colonial, um dos locais frequentados por contrabandistas franceses de Pau-Brasil.
O canto esquerdo da praia é o mais badalado, com bares, restaurantes, piscinas naturais e ondas calmas, pois é protegido pelos arrecifes. O lado oposto é mais selvagem, com ondas fortes, razão pela qual é procurado por surfistas, e para campeonatos de surf.
As suas águas variam do azul turquesa ao verde escuro e a areia é clara e fofa. Entre as várias atrações, estão disponíveis vôos de ultra-leve, passeios de banana-boat, barco e jet-skis, além de diversas lojas de artesanato.
Aqui deveríamos nos encontrar com o casal Galego e Jaqueline que seria nossos anfitriões e ficaríamos hospedados na casa deles na praia dos Franceses, mas a filha deles, Maria, estava doente e teve que ser internada no hospital de Arapiraca e então nos dirigimos até Arapiraca para visitá-los, deste modo vamos conhecer o interior do estado de Alagoas, é a primeira vez que saímos da beira-mar para ir propositalmente ao interior de algum estado do nordeste.

17:07 – Vamos para Arapiraca visitar o casal Galego e Jaqueline e sua filha Maria.
A Jaqueline é sobrinha da Maria Auxiliadora, esposa do Álvaro, que formam o quarteto excursionista.
A estrada para Arapiraca está rodeada de plantação de cana e pela estrada avistamos várias usinas de açúcar e álcool, ficamos impressionados com a sinalização da estrada, avisando das saídas dos caminhões de cana, observamos várias sinaleiras feitas com tochas ao longo da estrada, avisando a saída destes caminhões, os usineiros estão de parabéns quanto a este quesito.

18:40 – Paramos no primeiro posto de combustíveis de Arapiraca, ligamos para o Galego vir nos buscar, pois não sabemos como chegar a casa deles.
19:22 - Chegamos à casa de nossos anfitriões em Arapiraca.
Fomos recepcionados com um farto lanche preparado pela secretária do Galego.
A Jaqueline veio nos ver e em seguida foi passar a noite com a Maria.

04-03-2008 – De manhã fomos torturados por um super-café-da-manhã.
A Tânia preparou inhame cozido, que aqui em Sampa e nas Gerais a gente chama de cará, batata doce, cuscuz, tapioca, bife de contrafilé, carne seca, bolos, pães, frutas diversas, inclusive fruta-pão, que eu não conhecia; ovos, queijo coalho, leite, manteiga e café! ... vocês imaginam que ela não esqueceu do café...
A seguir fomos até o hospital para ver a filhinha deles a Maria, que é uma gracinha de menina.
Vi uma faixa alusiva ao dia da mulher:
“Violência contra mulher... Tolerância: nenhuma”
10:00 – O Galego nos leva, eu e o Álvaro para tomar uma cerveja num bar em frente à sua casa, enquanto deglutíamos a cerveja o telefone móvel, como se diz em Portugal ou celular como se diz no Brasil, tocou e o Galego nos deixou, engoli o restante da cerveja, pedi a conta e saímos, pois a cerveja era boa e gelada, mas os meus ouvidos não suportavam a barulheira, música ruim e com decibéis acima do normal.
Saí do bar para descansar meus tímpanos e me dirigi a uma lun-house para atualizar meu Orkut, mal sentei e aparece o Galego me convidando para ir a outro bar, sei lá o nome que eles dão a esses estabelecimentos em Arapiraca.
Eu perguntei tem “barulho”? E respondi que se tiver eu não vou.
O Galego respondeu que não e então fomos eu e o Álvaro, para mais um barzinho super agradável, com petiscos caldos, música do Tim Maia e cerveja estupidamente gelada. Os caldos são deliciosos e os petiscos idem. A conversa é boa.

12:30 – Hora de almoço – o Galego nos leva até sua casa e somos torturados com farto almoço, que infelizmente não pude provar de tudo, senão, a minha pança estourava de vez.

À tarde, repete-se o mesmo ritual de bebidas e comidas.

A Maria conseguiu sair do hospital, mas ainda inspira cuidados.

05-03-2008 – O mesmo ritual do dia anterior.
Comida, bebida, comida, bebida, passeios pela cidade.

A Maria continua sob cuidados médicos, mas aparentemente não é nada sério.

06-03-2008 – A Maria, a filhinha do Galego e da Jaqueline, continua no hospital, mas sem gravidade.
Resolvemos voltar à Praia do Francês em companhia do Galego e da Jaqueline.
O Galego e a Jaqueline nos mostrou alguns lugares interessantes da região, paramos no mirante do Gunga de onde pudemos avistar a Barra de São Miguel.
É um cenário de plantação de coqueiros e ao fundo uma praia maravilhosa.
O Galego nos pagou o almoço num ótimo restaurante na lagoa de Manguaba, aliás, por falar em pagar, quê que é isso? ... Todo tempo que estivemos em Arapiraca e em companhia do Galego não pagamos nada, isto até me lembra uma música que diz assim: Eu vou para Alagoas pra só comer, beber, dormir e não pagar.

A polícia rodoviária nos para pela 2ª vez.
O Galego nos deixou na casa de um amigo dele.
Gostamos muito.
Casa de veraneio, desocupada, com 2 quartos, banheiro, piscina, etc.
Fizemos uma rápida faxina, em seguida os homens foram comprar mantimentos no mercado e as mulheres ficaram em casa.
O mercado fica em Marechal Deodoro, cuja estimada em 2004 era de 41.538 habitantes.
O município faz parte da Região Metropolitana de Maceió.
Foi fundada em 1611 com o nome de povoado de Vila Madalena de Sumaúna. Servia para proteger o pau-brasil do contrabando e da ação de piratas e outros ladrões. O município foi criado em 1636, sendo a vila designada por Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul. Em 1817 passou a capital da capitania de Alagoas, criada nesse ano, sendo o nome da vila alterado para Alagoas. Em 1823 foi elevada a cidade. A capital da província de Alagoas passou para Maceió em 1839. O nome da cidade foi alterado para o actual no ano de 1939, em homenagem ao marechal Deodoro da Fonseca, alagoano que foi o primeiro presidente da república do Brasil.
Em 16 de setembro de 2006, dia da emancipação política de Alagoas, foi considerada pelo Ministério da Cultura como Patrimônio Histórico Nacional, em virtude do seu passado e de ter sido berço do Marechal Deodoro da Fonseca, proclamador da República Brasileira.
Os vilarejos que compõem Marechal Deodoro são quatro, Barra Nova, Massagueira, Praia do Francês e Novo Lino.
A Praia do Francês é um dos cartões postais mais conhecidos de Alagoas.

07-03-2008
De novo fomos à praia do Francês.
Sua principal praia, inicialmente chamada Porto dos Franceses, está cotada entre as dez melhores do Brasil para a prática de surfe.
No entanto, do lado esquerdo, é protegida por uma barreira de arrecifes, que, na maré baixa, forma uma grande piscina natural, de águas calmas, mornas e transparentes, cujo tom varia do azul ao verde e convida ao mergulho e à contemplação.
De areia clara, fina e fofa, com muitas barracas erguidas na orla, a célebre Praia do Francês, que já foi considerada uma das mais bonitas da região, hoje em dia recebe bastante movimento, principalmente nos finais de semana.
À direita, o trecho de mar aberto consagrado pelos surfistas, é mais sossegado.
Quem gosta de tranqüilidade, deve visitar a Praia do Saco da Pedra, que faz parte de uma reserva ecológica e pode ser alcançada a pé, pela própria Praia do Francês, na maré baixa, ou de carro, passando por propriedades particulares.
De areia fina, recifes e água tépida e cristalina, possui muitos coqueirais em meio à vegetação nativa.
As duas Marias e o Álvaro ficaram na praia e eu peguei um ônibus lotação e fui à Maceió pagar contas no banco.
Maceió é uma cidade pequena, muito bonita. Vou voltar para conhecer melhor.
14:05 – Fomos para casa almoçar.
A Maria Auxiliadora estava com “soneira” e só acordou no dia seguinte.

Curtimos o resto da tarde na piscina da casa e umas loiras geladas.

08-03-2008
O Galego e a Jaqueline queriam passar o fim de semana conosco, mas devido aos cuidados com a filhinha deles a Maria, ficaram em Arapiraca e nós resolvemos retomar a estrada rumo ao Sul
8:54 – 71179 km no odômetro, estamos de novo na estrada.
Eu, o José, pego o volante em direção à Bahia.

Leia também os outros capítulos:

                         São Paulo, Cristalina, Brasília, Barreiras, Canto do Buriti, Terezina, Jijoca e finalmente, nosso destino: Jericoacoara 




Capítulo 5 -Viagem ao Nordeste - João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas

Capítulo 7 – final - Viagem ao Nordeste, final: Praia do Francês, Aracaju, Itacaré, São Paulo

3 comentários:

  1. Zé,tá muito bom,o descritivo e a narrativa,estamos aguardando,Aracaju,Salvador,Itacaré ePedra Azul sem maiores comentarios.Abraços prá voces. Alvaro e Maria

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  2. Parabéns pela postagem. Me fez sentir saudades da minha terra e me perguntar o que ando fazendo no sul do Brasil.

    Abraços

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  3. oi meu nome e neuza sou de riacho doce atualmente morro em sao paulo vc me fez sentir saudadesda minha terra meu tio tem um barzinho na na praia da sereia parabens um abraço

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