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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Viagem ao Nordeste - Jericocoara, Paracaru, Fortaleza, Canoa Quebrada, Natal

Uma aventura possível

23/02/2008
7:00 Tomamos café da manhã
Consultamos o tempo e as nuvens no céu diziam que por mais um dia não haveria por do sol no mar, então resolvemos botar as malas no "Celta" e começar nosso retorno para o Sul.

9:34 - 69.851 km no odômetro do Celta
Malas no Celta, ou quase, pegamos estrada, se é que pode chamar de estrada, pegar um trilho nas dunas para voltar a Gijoca.
Mal saímos da vila, após andar alguns quilômetros afundamos na areia, conseguimos sair do primeiro afundamento, graças à pá de areia que o Álvaro tinha trazido e graças ao esforço do quarteto, que retirou areia debaixo do Celta, ainda insistimos neste caminho, mas após algumas atoladas, onde o chassi do Celta fica sentado na areia, desistimos, retornamos e pegamos um caminho mais longo, porém menos complicado, mas mesmo assim, sujeito a atolamento na areia.
Com o calor que já se aproximava, os passageiros do Celta lembramos de tomar uma Boêmia gelada e então verificamos que havia ficado na calçada na vila de Jericoacoara, o que mais foi esquecemos ali?






11:03 - Este caminho nos levou até Preá, onde é obrigatório recalibrar os pneus, pois para andar sobre as dunas foi necessário, esvaziar os pneus.
Seguimos para Santa Cruz pela estrada CE 085 de chão batido

11:43 - Retornamos ao asfalto e uma placa nos avisa que estamos a 243 km de Fortaleza, passamos por Acaráu, Itapipoca.

14:01 - Paramos numa banca de frutas onde a Maria Auxiliadora comprou manga, eu ciriguela, o Álvaro cajarana.

Paramos para almoçar e neste restaurante o banheiro dos homens é indicado com uma foto do Lula, e o banheiro das mulheres com uma foto da dona Marisa, achei muito apropriado, pois para quem só faz... este é o local mais apropriado para estarem.
A Conceição não gostou da comida e classificou o local como péssimo.

A região está muita seca, tem muita pedra.

16:00 - 69.134 km -Estamos na cidade de Paracuru, visitamos a praia da cidade.



Características geográficas de Paracuru
Distância até a capital 87 quilômetros
Área 303,253 km²
População 32.418 hab. est. 2006
Densidade 106,9 hab./km²
Altitude: está ao nível do mar
Clima Tropical
Fuso horário UTC-3
Indicadores IDH0,641 PNUD/2000
PIB IBGE/2003 R$ 64.030.886,00 - PIB per capita R$ 2.121,49

Na cidade existem placas proibindo o som de veículos, segundo lei federal e lei municipal, deve ser por que os donos de carros adoram estourar os tímpanos dos cidadãos com som insuportável em decibéis e em mau gosto.
Aliás, você já viu Mercedes, Audi, Ferrari... com som alto?
Quanto mais velho o carro, mais alto é o som?

18:30 - Escolhemos uma pousada para passar à noite e saímos de novo para dar uma volta na cidade, durante a noite de sábado.
Estacionei o Celta na praça, procuramos uma lanchonete para uma cerveja e um lanche.
Algumas meninas vestiam uma roupa, tipo vestido, sei lá... menor que a largura da gravata e estas meninas estavam em carrões, pareciam filhas de gente importante... não eram turistas deviam ser filhas da cidade, enfim moda é moda.

Dizem que o carnaval daqui é muito animado e tem uma tem uma postura mais familiar, com machinhas e bandinhas a moda antiga e realiza outros grandes eventos durante o ano todo.
Entrei numa lun-house para verificar meus recados no Orkut, mas como em Jericoacoara, a internet parecia movida a carvão. Fica para depois.

24/02/2008
8:00 - O Álvaro e as duas Marias foram à missa
Em seguida pegamos o carro e fomos à praia da Pedra Rachada, uma praia muito bonita, um verdadeiro paraíso, com aquários naturais, currais de peixe, barreiras de corais... e, fora do mar, uma areia muito branca e fina, todos gostamos, pena que não seja mais divulgada.
Fica perto de um terminal petrolífero da Petrobrás, nesta região existem muitos poços de petróleo, poços pequenos, mas com extração de baixo custo, pois o petróleo está quase na superfície.



Filme: curral de peixe na praia da Pedra Rachada em Paracuru

Praia da Pedra Rachada em Paracuru
Ao fundo pier da Petrobrás e o curral de peixe

Almoçamos na praia e em seguida pegamos a estrada em direção à Fortaleza

Tentamos passar em Cumbuco, mas passei direto e não encontrei a praia.

Chegamos em Fortaleza e ficamos no Hotel Veleiros na praia do Futuro.


Tentei passear pela praia do Futuro e me divertir um pouco, mas acabei desistindo, já era final de tarde e a praia já estava deserta.

25/02/2008 - 69.290 km no Odômetro do Celta
7:30 - Saimos do hotel com destino ao Mercado Central de Fortaleza
O mercado central é um paraíso de novidades para nós "paulistas", existem roupas e toalhas, bordados por ótimos preços.
Todos compramos alguma coisa, as mulheres compraram roupas, eu comprei uma rede, uma sandália de couro de jegue, castanhas.
O Álvaro, mais mão aberta, também comprou rede e um punhado de lembranças e presentes para seus amigos.
Almoçamos dentro do mercado, a Auxiliadora disse que não estava com fome, mas almoçou.



12:25 - Saimos do mercado e logo em seguida paramos para fotografar a catedral de Fortaleza.
Paramos numa agência do Banco do Brasil para o Álvaro sacar dinheiro, no estacionamento um cidadão muito inconveniente, queria um trocado e eu fiquei super chateado com a situação, pois o cara "intimava" mesmo.
13:30 - Passei por um shopping e resolvi comprar nova câmera fotográfica, pois a minha velha Sony de 3,2 pixels, resolveu não funcionar. Ao escolher a nova câmera, fiquei com uma configuração intermediária entre aquelas que estavam no mostruário, uma boa câmera Sony 12 pixels.
15:28 - Passamos por Beberibe e chegamos a Morro Branco, cidade onde o trapalhão Didi, fez alguns filmes e onde a TV Globo já ambientou algumas novelas.
Tudo aqui é pago, aliás, como tudo em toda cidade turística.
Para conhecer as falésias fomos convencidos a fazer um passeio de bug, que não durou nem dois minutos e em seguida estávamos no começo da falésia onde um guia gentil dizia que não cobraria nada para nos orientar nas falésias, eu agradeci, pois já sabia que seria de graça, mas teria que dar uma "gorjeta", como eu já conhecia o trajeto, seguimos sem guia.
Passeamos pelas falésias, inclusive nos cenários da abertura do Fantástico e do filme do Didi.
No retorno da falésia o bug nos esperava para nos levar de volta.


Saímos de Morro Branco em direção à Canoa Quebrada
17:40 Chegamos a Canoa Quebrada onde alguns gentis guias queriam nos indicar uma pousada, mas resolvemos procurar por nossa conta e ficamos na pousada Missare.

Saímos para dar uma volta pela vila e jantamos pastel e cerveja.
26-02-2008 –

8:00 - As acomodações da pousada Missare são excelentes e por preço muito bom, como dizem os economistas a melhor relação custo benefício.
A praia estava suja, com algas, muitas algas estavam na faixa de areia banhada pelas ondas do mar e era impossível ficar na areia perto da vila de Canoa Quebrada. Aproveitamos para caminhar pelas falésias e fiquei triste ao vislumbrar uma enorme escada entre a praia e a parte alta das falésias, progresso é muito bom, mas na avenida Paulista, eu prefiro praia ao natural assim como as mulheres, quando menos cobertura melhor, esta escada é de um mau gosto incrível.
Por causa da sujeira de algas caminhamos um pouco na praia até encontrarmos um local, onde a areia estivesse limpa, aproximamos de um quiosque, escolhemos algumas cadeiras espreguiçadeiras e um guarda-sol, pedimos umas geladas, não resistimos aos sabores da terra e consumimos queijo coalho, castanhas de caju, “que se dane a dieta” e tentamos tapar os ouvidos para não ouvir a música desagradável que o dono do quiosque despejava pela praia, ficamos propositalmente longe dos falantes e seu incrível mau gosto musical e curtimos a cerveja.


Após alguns copos resolvemos caminhar um pouco mais e fomos para extremidade da praia, onde a areia estava limpa e havia algumas piscinas naturais, as “meninas” curtiram ficar ali com água pelo meio da canela, e espreguiçaram curtindo o sol como se fossem jacarés.

Muitas fotografias depois e muito papo furado, o Álvaro em grande contador de “causos”.
Segundo ele na cidade natal de um dos seus colegas de trabalho na “Furnas Centrais Elétricas” existe um barbeiro muito eficiente e dedicado, que gosta de fazer a barba bem feita e deixar a face do cliente bem limpinha, para isto ele descobriu um método muito eficiente, o barbeiro pede que o cliente abra a boca, enfia o dedo dentro da boca do cliente e empurra a bochecha e então retira o pelo encravado.
14:00 - Retornamos à pousada, tomamos banho, almoçamos num restaurante próximo, e os homens foram se informar num lun-house, as mulheres ficaram na pousada arrumando as coisas.

18:00 – Passeamos pelas ruas da vila, tomamos água de coco.

27/02/2008 – 7:00
Café da manhã e despedidas
Fizemos as malas, colocamos no Celta, despedimos da pousada Missare de onde sentiremos saudades. “Esta foi a melhor pousada em ventilação, limpeza, colchão e travesseiro.
8:46 – 69.486 no odômetro, estamos de novo na estrada em direção a Natal.
Nesta divisa Ceará e Rio Grande do Norte a vegetação está super seca, dá pena de ver as plantas tão secas, tentando sobreviver, eu fico imaginando o caboclo, sua agricultura e seu rebanho, todos a morrer de fome e de sede.
9:52 – Passamos por Mossoró e seus imensos armazéns de sal, não passamos perto de salinas, estamos com pressa, precisamos chegar a Natal o mais rápido possível, já estamos a 12 dias na estrada e ainda temos muito chão para rodar.
10: 52 - Aqui no Rio Grande do Norte pudemos ver “com esses olhos que a terra há de comer” o duro flagelo da seca. Os rios estão secos, SECOS.
A gente passa por cima de alguma coisa e vê embaixo uma vala e quando lê a placa de identificação descobre que ali embaixo está um rio, que rio? Onde está o rio? A gente só vê a construção, que mais parece um viaduto e a placa dizendo que aquilo é rio.
A placa informa que é uma ponte sobre o rio tal...
Eu já sabia que existia, já tinha em reportagens na televisão, mas é difícil de acreditar que aquilo que seria um viaduto aqui em São Paulo, lá no Nordeste é um viaduto. A explicação para este fenômeno é que grande parte dos rios do Nordeste secam a maior parte do ano e só tem água para passar debaixo da ponte por apenas alguns meses, no INVERNO
11:14 – Ponte sobre o Rio Pedrosa, veja a foto, o rio está seco, não tem água, toda a região está seca e seca de pedras, muitas pedras.


Praticamente todos rios do Rio Grande do Norte estão secos, e nós estamos viajando a uns 50 quilômetros da costa, ou seja não estamos no interior do Nordeste estamos bordejando a costa.


12:42 – Parada Riachuelo, na BR-304 ou RN-120
Alguns quilômetros depois a Auxiliadora apanha manga e caju na beira da estrada, em seguida paramos numa banca de frutas e Álvaro compra Siriguela e Umbucajá
13:51 – Passamos por São Gonçalo do Amarante. Sua origem está ligada ao massacre de Uruaçu, quando os holandeses, em 1645, dizimaram todos os habitantes do Engenho Potengi. De Pernambuco, foram enviados os portugueses Ambrósio Miguel do Serinhaem e Pascoal Gomes de Lima que, com suas famílias, refundaram o povoado às margens do Rio Potengi, próximo ao local do massacre, onde instalaram uma capela em homenagem a São Gonçalo de Amarante.
Devido a sua proximidade com a capital, está sendo construido o maior aeroporto da America Latina, o Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante que fica na divisa do município com a capital.
14:53 – Almoçamos e já estamos a caminho de Natal. Passamos em frente a fábrica da Ambev, o Álvaro gravou imagens para mostrar à seu filho que trabalha na Ambev.
15:30 – Estamos na praia de Genipabu, 1035 km depois de Jericoacoara. Vimos a praia, subimos nas dunas, vimos os dromedários, vamos tentar chegar a lagoa de Genipabu.



Quando chegamos na reserva de Genibabu onde está a lagoa, já estavam fechados e o guarda nos informou que o horário é de 8 às 16 horas, fica para outra vez.
Continuamos rumo a Natal, passamos pela Ponte de Todos, este partido tem a mania de colocar sua sigla em tudo que inaugura, a ponte é muito bonita, mas foi construída com o suor do meu imposto, por isto acho injusto que este partido ponha a sigla dele em tudo que é obra.
!8:03 – Estamos na praia da Ponta Negra, reduto das pousas e hotéis, à procura de um hotel ou pousada. Encontramos a Pousada Senac Ponta Negra.
Depois de nos alojarmos, fomos a uma feirinha onde fizemos algumas compras, tomamos algumas cervejas e retornamos à pousada
28-02-2008 – 7:00 – Tomamos um ótimo café da manhã. As instalações da pousada são muito boas, meu Celta ficou estacionado no clube do Senac, me deram até cartão para participar de atividades no clube, pena que tínhamos que pegar a estrada.

Veja e leia os outros capítulos.

Capítulo 1- início -
 Viagem ao Nordeste - São Paulo, Jericoacoara                         São Paulo, Cristalina, Brasília, Barreiras, Canto do Buriti, Terezina, Jijoca e finalmente, nosso destino: Jericoacoara 

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