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domingo, 11 de maio de 2008

Viagem ao Nordeste - João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas

01/03/2008 - 70259 km no odômetro 6:24

Saímos de João Pessoa com destino a Recife

Meia hora depois paramos para tomar café, inicialmente paramos num bar e restaurante onde havia placa de café da manhã, estacionei o Celta e vi pessoas balançando em rede.
O local parece ser muito bom e o café melhor ainda, aproximamos do balcão e tentamos pedir o café, mas o senhor que servia o café pediu que sentássemos e que logo serviria o café, assim mesmo pedimos um café e ele trouxe um cardápio, onde havia carne de bode e outras especiarias da terra, deixamos o cardápio no balcão, resolvemos não usar as redes e o conforto daquela cafeteria, pois ainda havia muita estrada a percorrer, logo a seguir entramos num bar que servia café e lanche atendendo a pressa própria de nós paulistas.

8:04 – 70332 km - Atravessamos a divisa Paraíba com Pernambuco

8:09 – As torres de igrejas se destacam na paisagem de uma cidade e nos chamou a atenção pelo estilo e pelo grande número, numa cidade tão pequena, resolvemos parar e dar uma espiada. A cidade se chama Goiana e uma placa nos informa que ali é o berço da nação brasileira.





Ela gosta de ser fotogênica


Primitivamente ocupada por índios caetés e potiguaras, a cidade de Goiana originou-se de um dos mais antigos núcleos de colonização da região e foi, por diversas vezes, sede da capitania.
A povoação foi elevada a freguesia em 1568 quando Diogo Dias, um cristão-novo de muitas posses, comprou de D. Jerônima de Albuquerque Sousa 10 mil braças de terra próximas à atual cidade de Goiana, então Capitania de Itamaracá, estabelecendo um engenho fortificado no Vale do Rio Tracunhaém. Este colono foi alvo do ataque ao engenho Tracunhaém, em 1574, no qual índios potiguaras exterminaram toda a população do engenho. Este episódio provocou a extinção da capitania de Itamaracá e a criação da capitania da Paraíba.
Em janeiro de 1640 defrontaram-se entre Goiana e a ilha de Itamaracá a esquadra de D. Fernando de Mascarenhas, conde da Torre, e a holandesa, comandada por Willen Corneliszoon, num combate que seria imortalizado em quatro gravuras de Frans Post.
No dia 24 de abril de 1646, munidas de paus, pedras, panelas, pimenta e água fervente, as mulheres de Tejucupapo, pequeno distrito do município, venceram os holandeses que ameaçavam suas terras e famílias. Evento este conhecido e retratado em filme denominado de "Epopéia das Heroínas de Tejucupapo", que no último domingo de abril é recontada através de uma encenação teatral ao ar livre no marco histórico pelo Clube das Mães. A encenação mostra a vida de mulheres que lutaram contra os invasores e contra o preconceito.
Elevada à categoria de vila em 15 de janeiro de 1685, ganhou foros de cidade em 5 de maio de 1840 e de sede de município em 3 de agosto de 1892.

9:50 – 70417 – Chegamos a Recife, aqui um amigo do Álvaro, ex-colega de trabalho em Furnas, nos espera e quer que fiquemos hospedados em sua casa.
Telefonamos para ele para nos buscar, enquanto apreciamos a vista da praia de Boa Viagem.

10:13 – A recepção na casa do Eduardo foi muito calorosa, nós, eu e minha esposa, queríamos ir para um hotel ou pousada, mas diante da insistência do Eduardo e família, concordamos em ficar hospedados com eles. O Eduardo nos abrigou no apartamento de sua mãe a Dona Albeniza, uma senhora muito gentil, que nos tratou como se fôssemos grandes figuras.

Almoçamos na casa do Eduardo, provamos das delícias que a Sueli, esposa dele, preparou, inclusive um tal de escondinho, que aqui em Sampa e nas Gerais a gente chama de "vaca atolada"

13:43 – Saímos para conhecer um museu que o Eduardo fez questão de nos apresentar, o Instituto Ricardo Brennand que tem uma coleção de punhais, filetos, espadas,
espadas-pistolas francesas, clavas, massas, alabardas, facas e canivetes dos mais diferentes formatos, ricamente trabalhados com pedras semipreciosas, marfins, chifres, madrepérola, carvalho, aço e outros metais abrangendo um período entre 1500 - 1890, inclusive um canivete do tipo “suíço” com 85 itens e mais de 100 funções, de muita qualidade e criatividade.


O Instituto possui acervos de obras de arte das mais diferentes procedências e épocas, cobrindo um espaço de tempo entre a Europa medieval do século XV, o Brasil Colonial das invasões holandesa, século XVII, até o Brasil do século XIX.

Também tem uma coleção de cintos de castidade e de elmos, ao olhar uma vitrine com estes instrumentos uma moça ao meu lado comentou: - “que elmo bonito”, - eu retruquei, assim como quem fala para ninguém e ao mesmo tempo para todo mundo:
- “Os homens de antigamente colocavam cinto de castidade nas esposas e depois saiam por aí com estas perucas de touro” . Devemos estudar o passado para não repetir os mesmos erros, portanto não gosto de armas e instrumentos de morte, tampouco de instrumentos de tortura contra as mulheres.
Saímos do Museu Brennand e fomos até Olinda, visitamos o centro histórico e a igreja principal onde também dissemos “Oh, linda” vista, lá encontrei o casal de italianos que já havia visto em João Pessoa.

02/03/2008 – 8:12 – Vamos à Porto de Galinhas em companhia do Eduardo, ele já tem experiência naquela praia.
Quando chegamos lá, ele nos acomodou em um estacionamento já conhecido, nos alojamos em uma barraca de praia, onde combinamos de consumir peixe da barraca e com a permissão de tomarmos a cerveja que havíamos trazido de casa.
Fizemos passeio de barco até as piscinas naturais, que têm muito peixe, fotografamos...

18:03 - Estamos de volta ao apartamento do Eduardo.
O apartamento da Dona Belina é muito acolhedor, ela prefere morar sozinha, mas perto de seus filhos.

03/03/2008 – Acordamos cedo, eu com muito gosto e o Álvaro meio na forçada, para ver o “nascer do sol” na praia da Boa Viagem.
O Eduardo vai todas as manhãs para a praia para nadar, jogar conversa fora e se divertir no
“aquário de Deus”, como eles chamam a parte da água entre a areia e os arrecifes.
Tem uma turma de cantadores, recitadores de poesia, de pessoas de bem com a vida que aproveitam a melhor hora do dia para curtir o melhor da vida e ir à praia. Gostei muito.

8:46 – 70603 km no odômetro estamos de novo na estrada rumo a Maceió.
Leia também os outros capítulos:Capítulo 1- início - Viagem ao Nordeste - São Paulo, Jericoacoara                         São Paulo, Cristalina, Brasília, Barreiras, Canto do Buriti, Terezina, Jijoca e finalmente, nosso destino: Jericoacoara 

Capítulo 6 - Viagem ao Nordeste: Recife, Arapiraca e as Alagoas

Capítulo 7 – final - Viagem ao Nordeste, final: Praia do Francês, Aracaju, Itacaré, São Paulo

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