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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Abuso sexual na infância aumenta risco de transtornos na vida adulta, diz psicóloga


Abuso sexual na infância aumenta risco de transtornos na vida adulta, diz psicóloga


Elaine Patricia Cruz Agencia Brasil



A violência contra crianças e adolescentes, principalmente a sexual, pode aumentar o risco de que elas desenvolvam problemas psiquiátricos na vida adulta, segundo a psicóloga do Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência (Prove), Daniela Galvão.O Prove, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), funciona desde o final de 2007 e atende crianças e adultos que vivenciaram ou testemunharam alguma situação de violência.



Neste período, o programa já atendeu mais de 30 crianças vítimas de alguma forma de violência, seja a sexual ou doméstica, por exemplo.

Os efeitos [da violência sexual] estão sempre presentes ao longo da vida da criança. Boa parte dos pacientes adultos que desenvolveu a patologia do transtorno do estresse pós-traumático na vida adulta revelou uma história de abuso na infância. Isso significa que o abuso sexual infantil aumenta o risco para outras patologias na vida adulta, disse a psicóloga.



O transtorno de estresse pós-traumático, segundo Daniela, é a principal doença decorrente de uma situação de violência. Pode se manifestar principalmente de três formas: a pessoa revive as imagens da violência, tendo ainda pensamentos ou pesadelos sobre a experiência vivenciada; a pessoa evita lugares ou estímulos que a lembrem da situação e a deixem muito ansiosa; ou a pessoa vive num estado de alerta constante, em hipervigilância.



Nas crianças, ele ocorre de maneira muito semelhante, mas os critérios de diagnóstico não abrangem a totalidade dos efeitos, dependendo do nível de desenvolvimento da criança, explica a psicóloga.Nas crianças menores, os sintomas podem estar associados à apatia ou comportamentos regressivos como voltar a fazer xixi na cama ou parar de falar. Já nas crianças em idade escolar, um dos sintomas mais comuns e evidentes é o prejuízo na escola, com dificuldades nas tarefas escolares e de socialização.



Nos adolescentes, a existência da violência pode ser manifestada pelo abuso de álcool ou drogas e comportamentos mais agressivos.Quanto menor a criança, mais afetada ela é. No senso comum a gente sempre pensa: 'ela é tão pequenininha que não vai entender o que se passou e não vai guardar essa memória'. Mas as marcas são mais intensas porque ela não tem condições psíquicas de elaborar aquela situação, disse Daniela.



Para ajudar a criança e o adolescente a superar ou contornar o trauma e ter condições de falar sobre a situação vivida são oferecidos vários tipos de tratamentos, geralmente multidisciplinares, contando com apoio de psicólogos, médicos, terapeutas e pedagogos.



No Prove, por exemplo, o tratamento feito com a criança dura no mínimo seis meses e é realizado de forma lúdica por meio de desenhos e jogos.O tratamento foca no fato de a criança poder expressar a seu tempo e a seu modo a situação de abuso, explicou a psicóloga.

É um tratamento no sentido de uma intervenção no problema atual e também é preventivo, já que vai ajudar a criança a elaborar essa situação e não desenvolver quadros futuros. Claro que a gente não consegue prever se no futuro essa criança vai desenvolver outros problemas, afirmou.Segundo ela, um dos fatores que pode contribuir para que a criança supere a situação de trauma ou estresse mais rapidamente é o ato de denunciar o agressor - que é geralmente alguém da família ou próximo da família.



A denúncia é muito importante porque tira a vítima do isolamento. O ato da denúncia rompe com o pacto de silêncio e o terror que a criança vive. E a resposta que o [ambiente] social vai dar é que vai ajudar a criança a dar um sentido para essa situação e refazer seus laços pessoais, disse a especialista, ressaltando que o tratamento obtém resultados melhores quando os pais da vítima de abuso estão mais atentos aos sinais e abertos a conversar com o filho sobre a situação que ele vivenciou. A criança ainda depende muito do adulto para significar essa experiência de violência, afirmou.



O atendimento no Prove é gratuito. Informações podem ser obtidas na sede do ambulatório, localizado na Rua Botucatu, 431, na Vila Clementino ou pela internet http://www.unifesp.br/dpsiq/prove/.



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Um comentário:

  1. Hoje encontrei o depoimento de uma vítima nesse link http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4958&ReturnCatID=1617
    Os defensores da justiça levam muita coisa em conta na hora de julgar um pedófilo, até mesmo o risco de esse animal deplorável vir a morrer na cadeia, o que eles não percebem e que realmente queremos que morram por lá para que não precisemos oferecer alimentos saúde e segurança a eles enquanto as vítimas aqui fora sofrem a falta de socorro e ajuda profissional a esses vagabundos imorais no momento em que eles estão deflorando nossas crianças eles não ligam se as deixarão vivas ou mortas, eles querem é saciar a sede de sexo e ao final ainda chama a vitima de vagabunda.

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